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Com melhores números do século no início do ano, defesa do Atlético de 2018 vira trunfo do time de Thiago Larghi

Se não levar gol contra o Figueirense, equipe mineira avança na Copa do Brasil

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Nos últimos anos, o Atlético se notabilizou por ser uma equipe com características preponderantemente ofensivas. A história não é bem essa em 2018. Após um início irregular na temporada, o time melhorou de rendimento sob o comando de Thiago Larghi muito em função das atuações seguras do setor defensivo.

Desde que o auxiliar assumiu interinamente o cargo de treinador, o Atlético levou quatro gols. Foram oito partidas nesse período. O time foi vazado o mesmo número de vezes nos seis jogos com Oswaldo de Oliveira na temporada atual. Outra grande diferença é que, sob o comando de Larghi,  a equipe alvinegra enfrentou adversários mais tradicionais, como Cruzeiro, América e Figueirense - algo que não ocorreu na época do antecessor.

“Acredito que a equipe hoje é muito mais organizada, consegue entender os momentos da partida. É uma equipe que sofre poucos gols, dá para perceber em números. Dificilmente, no ano passado ou nos anos passados, a gente conseguia ficar alguns jogos seguidos sem tomar gols. Hoje, a gente já consegue ter uma parte defensiva muito forte, não só por causa dos defensores, mas por uma organização maior da equipe”, avaliou o lateral-esquerdo Fábio Santos.

Manter o bom rendimento defensivo é uma das metas do Atlético para o próximo jogo. Afinal, o time mineiro garante vaga na quarta fase da Copa do Brasil se não levar gol do Figueirense. Na ida, vitória por 1 a 0 no Orlando Scarpelli. A partida de volta está marcada para 21h45 desta quarta-feira, no Independência.

Thiago Larghi optou pelo mistério durante a preparação para o duelo. O treinador interino repetiu a estratégia adotada para os clássicos contra América (vitória por 3 a 0) e Cruzeiro (derrota por 1 a 0) e fechou os treinamentos da equipe. O Atlético pode ter um desfalque importante na partida contra o Figueirense. Com conjuntivite, o zagueiro Gabriel deve ficar de fora do jogo.

Marca expressiva

A melhora no rendimento faz do time de 2018 o que menos levou gols nos primeiros 14 jogos da temporada neste século (veja no gráfico abaixo). O Atlético de 2009, comandado por Emerson Leão, tem desempenho igual e também também foi vazado oito vezes no mesmo período.


A mudança de treinador fez com que as modificações no sistema defensivo fossem notadas logo nas primeiras partidas. A alteração inicial foi na escalação: sai Samuel Xavier, entra Patric. Apesar de não encantar torcedores, o polivalente jogador tem conseguido atuações consistentes.

A principal mudança, entretanto, foi na postura tática. Nas primeiras atuações sob o comando de Larghi, o Atlético recuou as linhas e passou a contar com maior apoio dos atletas de ataque na marcação. As vitórias sobre América (3 a 0) e Botafogo-PB (4 a 0), por exemplo, foram resultado de um jogo preponderantemente reativo. A ideia era entregar a bola ao adversário, retomá-la e sair nos contra-ataques.

Em outros momentos, o Atlético se viu obrigado a ter a bola para se desvencilhar da marcação de times que recuavam as linhas. Nesse cenário, os comandados de Larghi enfrentaram dificuldades, mas conseguiram avançar nas competições.

“Acredito que a gente tem uma equipe experiente, uma equipe inteligente, que sabe ler o jogo da maneira que ele está se desenhando. Tem partidas em que você vai poder sufocar o adversário, tem partidas em que você vai ter que dar dois passos para trás, infelizmente, e jogar no contra-ataque, porque isso não é demérito para ninguém. O Corinthians foi campeão brasileiro ano passado jogando dessa maneira. Então, acredito que a gente tem que ter essas alternativas de jogo, saber jogar para frente, saber dar o passo para trás. E acho que o Thiago (Larghi) sabe trabalhar muito bem isso”, completou Fábio Santos.