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Nos pés dos maestros: Diego e Thiago Neves duelam à parte em Flamengo x Cruzeiro
Armadores são os principais candidatos a destaque do confronto desta quarta
Palco da primeira partida da final da Copa do Brasil entre Flamengo e Cruzeiro, às 21h45 desta quinta-feira, o Maracanã receberá um duelo à parte entre dois jogadores de peso e com grande poder de decisão. De um lado, o canhoto Thiago Neves, maior finalizador do elenco celeste e com grande qualidade em cobranças de falta e escanteio. Do outro, o destro Diego, homem de criação e distribuição de bola da equipe rubro-negra. Embora não vistam a camisa 10 – o cruzeirense usa a 30, e o flamenguista, a 35 –, os armadores são os principais candidatos a destaque do confronto.
Por estar na disputa da Copa do Brasil desde o começo, já que o Cruzeiro passou pelas oito fases do torneio, Thiago Neves supera Diego em alguns fundamentos. Em 11 jogos, marcou dois gols, deu seis assistências e contabilizou 30 finalizações, sendo 13 em direção à meta (46,8% das 64 conclusões do time, segundo o Footstats). Foi ainda responsável por cobrar faltas e escanteios que deram origem a três gols contra, nos duelos com Murici-AL (terceira fase) e São Paulo (quarta fase). E converteu última cobrança da Raposa na vitória sobre o Grêmio nos pênaltis por 3 a 2, no jogo de volta da semifinal (vitória por 1 a 0 no tempo normal), em 23 de agosto, no Mineirão.
Diego iniciou sua participação na Copa do Brasil a partir das oitavas de final, pois o Flamengo estava na fase de grupos da Libertadores. Em quatro jogos, deu uma assistência e marcou um gol – justamente o que classificou o time à final, na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no Maracanã. No lance, o armador acompanhou de fora da área a movimentação do atacante Berrío e apareceu como elemento surpresa para finalizar assim que o colombiano driblou o lateral-esquerdo Victor Luís e rolou a redonda para trás.
Tanto Thiago Neves quanto Diego atuam melhor quando centralizados. Ambos costumam retornar ao campo de defesa para rodar a bola e efetuar lançamentos em profundidade em direção aos atacantes de velocidade. Na Copa do Brasil, o meia do Flamengo contabiliza média de quase 40 passes certos por partida. Nesse quesito, o cruzeirense é menos participativo, com média de 25 acertos.
Talvez a grande vantagem de Thiago Neves sobre Diego seja a efetividade na bola parada. Ele marcou um gol de falta na Copa do Brasil, na derrota por 2 a 1 sobre o São Paulo, no jogo de volta da quarta fase. Na ida, o Cruzeiro ganhou por 2 a 0 no Morumbi com uma assistência do camisa 30 para Hudson e um cruzamento que resultou em gol contra do atacante Lucas Pratto. As duas jogadas saíram de cobranças de tiro livre. Já na semifinal, Neves voltou a colocar a bola na cabeça de Hudson, desta vez num escanteio. O volante balançou a rede na vitória sobre o Grêmio, levando a definição para os pênaltis.
Thiago deu assistências ainda na goleada por 6 a 0 sobre o São Francisco-PA (duas com a bola rolando), pela segunda fase, no Mineirão; na vitória por 2 a 0 diante do Murici-AL (cobrança de falta), pela terceira fase, em Alagoas; e no empate por 3 a 3 com o Palmeiras (com a bola rolando), pelas quartas de final, no Allianz Parque.
Diego também é um bom cobrador de faltas, mas divide esse posto com o peruano Paolo Guerrero – que cumprirá suspensão hoje por causa do acúmulo de três cartões amarelos. Seu único gol em bola parada em 2017 foi marcado na goleada por 4 a 0 sobre o San Lorenzo, em 9 de março, pela fase de grupos da Copa Libertadores.
Trajetórias
Há outras coisas em comum entre Thiago Neves e Diego. Os dois têm 32 anos – o cruzeirense, nascido em 27 de fevereiro, é um dia mais velho –, brilharam por grandes clubes brasileiros e atuaram tanto na Seleção Brasileira Olímpica quanto na principal.
A diferença é na trajetória internacional. Diego foi protagonista na Europa com a camisa do Werder Bremen-ALE e teve boas passagens por Juventus-ITA, Wolfsburg-ALE e Atlético de Madrid-ESP. Já Thiago Neves não emplacou no Velho Continente, disputando apenas nove partidas pelo Hamburgo-ALE. Fora do Brasil, ele brilhou no mundo árabe, a serviço do saudita Al Hilal.
No futebol brasileiro, Diego foi campeão nacional pelo Santos em 2002 e 2004, quando fez parte da geração “Meninos da Vila” e viveu grande parceria com Robinho. Pelo Peixe, marcou 38 gols em 133 jogos. Thiago Neves, por sua vez, teve seu melhor período na carreira pelo Fluminense. Em 174 partidas, marcou 50 gols e conquistou três títulos: Copa do Brasil (2007), Campeonato Carioca (2012) e Campeonato Brasileiro (2012).
NÚMEROS
THIAGO NEVES
Na carreira
Jogos: 534
Jogos: 534
Gols: 177
Assistências: 113
Clubes: Paraná (2005), Vegalta Sendai-JAP (2006), Fluminense (2007 a 2008; 2009; 2012 a 2013), Hamburgo-ALE (2009), Al Hilal, da Arábia Saudita (2009 a 2011; 2013 a 2015), Flamengo (2011), Al Jazira-EAU (2015 a 2016) e Cruzeiro (2017)
Seleção Brasileira: 7 jogos e nenhum gol pelo time principal; 7 jogos, 3 gols e 2 assistências pela equipe sub-23 (olímpica)
Em 2017
Jogos: 41
Gols: 12
Assistências: 9
Na Copa do Brasil
Jogos: 11
Gols: 2
Assistências: 6
DIEGO
Na carreira
Jogos: 701
Gols: 174
Assistências: 153
Clubes: Santos (2002 a 2004), Porto-POR (2004 a 2006), Werder Bremen-ALE (2006 a 2009), Juventus (2009 a 2010), Wolfsburg-ALE (2010 a 2014), Atlético de Madrid-ESP (2011 a 2012; 2014); Fenerbahçe-TUR (2014 a 2016) e Flamengo (desde 2016)
Seleção Brasileira: 34 jogos, 4 gols e 2 assistências pelo time principal; 16 jogos e 6 gols pela equipe sub-23 (olímpica)
Em 2017
Jogos: 34
Gols: 12
Assistências: 7
Na Copa do Brasil
Jogos: 4
Gols: 1
Assistências: 1
Fontes das estatísticas: Francis Melo Assessoria (Thiago Neves), Footstats e Futdados