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Maioria alvinegra empurra Atlético no Independência para mais um título estadual

Com recorde de público, atleticanos comemoram título mineiro em casa

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No duelo da maioria alvinegra contra a minoria celeste, no Independência, melhor para os atleticanos. As duas torcidas fizeram grande espetáculo no estádio, cantaram nos mais de 90 minutos e empurraram as equipes. No entanto, a vitória do Galo por 2 a 1 fez a torcida preta e branca comemorar mais uma conquista do Campeonato Mineiro. Houve ainda festa pelo recorde de maior público no Horto: 22.411 presentes.

Com o triunfo, os atleticanos puderam, enfim, tirar um peso das costas. Eram oito clássicos sem vencer o maior rival. O desabafo veio com duas músicas das arquibancadas: 'O freguês voltou' e 'caiu no Horto, tá morto'.

A festa começou cedo nos arredores do Independência. Horas antes do confronto, os torcedores do Atlético já freqüentavam bares. Entre um gole de cerveja e uma prova no tropeiro, o grito de Galo ecoava e era levado pelos demais.

Escoltada pela polícia, a torcida cruzeirense chegou cedo ao estádio. Logo na abertura dos portões, os confiantes celestes já cantavam a plenos pulmões no estádio.


À medida em que o público aumentava, as provocações cresciam em grande proporção. Os celestes arremessaram vários balões no setor alvinegro com a letra B, relembrando o rebaixamento do rival no Campeonato Brasileiro, em 2005. No entanto, a torcida cruzeirense ficou irada com caixas de som instaladas pela diretoria do Galo em sua direção. Quando começavam a cantar mais alto, o áudio do sistema de som era elevado, quase sempre com músicas provocativas, como a já famosa 'eu sei que você treme'.

No aquecimento dos goleiros, mais provocações. Os atleticanos gritaram 'Fábio reserva', por causa da mudança de status do camisa 1 no Cruzeiro. Além disso, voltaram a relembrar o famoso 'gol de costas', que completou dez anos recentemente. Já os cruzeirenses gritaram o nome de Giovanni, que falhou nos dois gols da vitória celeste por 2 a 1 no clássico da primeira fase do Campeonato Mineiro deste ano.

Quando a bola rolou, o nervosismo era evidente nas arquibancadas. Uma torcida cantava, a outra respondia. Os atleticanos aproveitavam-se da maioria no estádio para vaiar qualquer iniciativa dos celestes.

Aos 12 minutos, a primeira explosão. O Atlético saiu em velocidade. Fred foi lançado do lado direito e inverteu os papeis com Robinho. O camisa 9 cruzou rasteiro para o número 7 estufar as redes. Festa alvinegra nas arquibancadas do Horto.


A torcida cruzeirense chegou até a puxar algumas músicas para dar força ao time. Mas foi em vão. Os alvinegros passaram a cantar mais alto e explodiram novamente, com mais um gol de Robinho. No entanto, o lance foi anulado de forma equivocada. Ao fim da primeira etapa, o time alvinegro saiu de campo sob aplausos de seu torcedor.

Na volta do intervalo, mais provocações ao goleiro Fábio, alvo preferido da torcida alvinegra. O goleiro apenas colocou a mão nos ouvidos, pediu para os rivais cantarem mais alto e bateu no peito, na altura do escudo do Cruzeiro. Ele ainda fez o sinal de 6 a 1, em referência à histórica vitória azul em 2011, na última rodada do Brasileirão. O técnico Mano Menezes foi outro que ouviu de tudo da torcida atleticana, mas preferiu ignorar.

Logo no início da etapa complementar, enquanto a torcida alvinegra cantava, Ábila marcou um golaço, empatou o jogo e incendiou o Independência. Os cruzeirenses gritaram alto e acirraram o duelo dos cânticos.

O jogo voltou a ficar tenso. Um gol daria o título ao Cruzeiro. Um gol poderia selar de vez a conquista do Atlético. As duas torcidas não paravam de cantar. E do banco de reservas veio a solução de Roger Machado: Cazares. O equatoriano entrou em campo e incendiou o jogo. Na primeira jogada, quase achou Fred na linha do gol. Na segunda, encontrou Elias, que fuzilou Rafael e marcou o segundo gol atleticano.


O Independência voltou a explodir, desta vez apenas em preto e branco. Gritos de 'Galo, Galo, Galo'. A torcida atleticana aumentou o tom e sentia o título cada vez mais perto. Não demorou muito e foram iniciados os gritos de 'é campeão'. O cruzeirense Rafinha foi expulso e só fez aumentar a festa alvinegra. Logo depois, Adilson, do Galo, também recebeu o cartão vermelho, mas teve seu nome exaltado pelos atleticanos. No fim, comemoração de jogadores, comissão técnica e torcida com a tradicional volta olímpica.



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