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'Chato e ranzinza', Tony revela reclamações e cobranças para América voltar a ser campeão
Meia diz que 'enche o saco' dos companheiros por mais vitórias e títulos
Um dos líderes e pilares da equipe neste ano, o meia Tony revelou o tom de suas cobranças no CT Lanna Drumond. O armador diz ser chato e ranzinza quando é para cobrar mais dos atletas, principalmente após as derrotas.
“Estava conversando agora com o Danilo e o Bryan, e estávamos falando disso. Todo dia eu fico nessa. Falam que eu sou chato, ranzinza. Eu cobro, encho o saco. Levo uma fama não muito boa. Quando perde, fico mais chato ainda, reclamo mais. Estávamos conversando e eu estava falando isso. A gente tem que brigar, tem que chegar. A gente tem 15 dias decisivos. A gente pega o Cruzeiro, pega o Atlético pela Primeira Liga e temos possibilidade de classificar. Depois a gente pega o Tricordiano e o Atlético de novo. Os próximos quatro jogos talvez definam nosso primeiro semestre. Há a frustração de não ter classificado pra semifinal (ano passado). Quatro anos sem chegar à final. Temos que cobrar. Eu sou um dos que mais cobra. Temos que fazer o que o torcedor espera que é chegar na semifinal e na final”, disse.
Outro ponto citado por Tony foi o longo tabu alviverde contra o Cruzeiro no Mineirão. A última vitória do Coelho sobre o rival no Gigante da Pampulha aconteceu em 2002, por 1 a 0, gol de Tucho. O armador espera que o América possa, enfim, quebrar esse jejum contra a Raposa no domingo.
“Já estamos indo pra 14 anos sem vencer o Cruzeiro no Mineirão. Vencer sempre é nosso objetivo. Vencer contra uma equipe contra o cruzeiro, tida como grande. A gente tem que se por como grande também, estamos trabalhando num clube centenário, com muitos anos de história. Estamos há muito tempo sem um Mineiro e queremos muito, buscamos muito isso. Temos que ir pra lá querendo vencer. A gente quer vencer, é um concorrente direto. Começamos a dar um passo rumo à classificação”.
Tony nunca jogou um clássico com a camisa do América. O jogador sabe que, vencer um jogo como esse trás o torcedor para o lado dos atletas, e é isso que o armador espera em sua estreia.
“É meu primeiro América e Cruzeiro, espero começar bem o ano e se Deus quiser vencendo o clássico. Eu cheguei depois do mineiro, acompanhei o final, vi que o torcedor quer muito a vitória nesses clássicos. Eu busco muito também. O clássico é um divisor de águas. Eu quero muito, porque acho que a gente tem que trazer o torcedor pro nosso lado, e nada melhor do que fazer isso com um grande resultado em clássicos”, concluiu.