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Aproveitamento do técnico Cristóvão no Flamengo segue pior que o de Luxa

Após 14 jogos, aproveitamento do atual treinador do Fla está abaixo do conquistado pelo antecessor

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A paciência da torcida do Flamengo com o técnico Cristóvão Borges já acabou há algum tempo. Em fóruns e sites de notícia, o técnico é persona non gratta para os torcedores rubro-negros, no duelo contra o Santos, na semana passada, Cristóvão foi vaiado e xingado por 60 mil pessoas no Maracanã e, no último domingo, depois de o Fla perder para a Ponte Preta, a hashtag #foraCristovao alcançou os primeiros lugares no trending topics do Twitter.



Toda essa ira com o técnico, que no fim da semana passada choramingou em entrevista — “Parece que é uma birra pessoal” —, tem razão de ser. Desde que assumiu o Flamengo, Cristóvão, em nenhum momento, mais ganhou do que perdeu. Desde o primeiro jogo, quando foi derrotado pelo Fluminense, sua performance está em “débito”. Considerando apenas o Campeonato Brasileiro, são 14 partidas, com sete derrotas, um empate e seis vitórias. Em tese, ele “equilibra” a balança ao somar a vitória do único jogo que dirigiu na Copa do Brasil, diante do Náutico, mas nem assim venceu mais do que perdeu.

O aproveitamento de Cristóvão no Brasileirão também não ajuda a causa do técnico: são 45,2% dos pontos conquistados, muito menos do que a performance do antecessor, Vanderlei Luxemburgo, que foi dispensado com 63,8% nessa última passagem pela equipe. Mesmo considerando apenas o Brasileirão, nas edições 2014 e 2015, o aproveitamento de Luxa cai bastante, mas ainda é superior ao de Cristóvão: 50% contra 45,2% do atual técnico do Flamengo.

Luxemburgo pegou o Flamengo em último no ano passado e levou a equipe à 10ª posição. No
atual Brasileiro, disputou apenas três partidas, com duas derrotas e um empate — ainda assim, fechou a “fatura” no lucro, com 13 vitórias, seis empates e 11 derrotas nos dois Brasileiros.

Na tentativa de justificar os resultados negativos, Cristóvão passou a interpretar os números do jogo de forma muito particular. No domingo, diante da Ponte Preta, disse que o time passou a criar mais depois que ele tirou um armador e colocou mais um volante, embora não haja nada que justifique essa argumentação. No primeiro tempo, com dois volantes e um meia, o time chutou nove vezes a gol; no segundo, com três volantes, chutou cinco — além, claro, de ter tomado um gol.

Quem espera uma melhora significativa de Cristóvão talvez esteja esperando uma performance que o técnico simplesmente não pode oferecer. Desde que deixou o Vasco, em 2011, num trabalho que foi praticamente todo conduzido por Ricardo Gomes — que só deixou o Vasco porque sofreu um AVC —, o atual comandante rubro-negro nunca passou de 55% de aproveitamento. No Bahia, em 2013, saiu com 43,6% de aproveitamento, e no Fluminense, em 2014 e 2015, acabou demitido com 54,5%.

Lavou as mãos
Sem Guerrero, suspenso, o Flamengo aposta as fichas na estreia do meia Ederson, contratado junto à Lazio, para o duelo contra o Atlético-PR, amanhã, no Maracanã. Ederson deveria ter estreado exatamente contra a Ponte, mas nem viajou a Campinas. Questionado, ainda na cidade paulista, sobre o atleta, Cristóvão jogou a responsabilidade da estreia em cima do jogador; “Só depende dele”.