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Fórmula equivocada!
Eu aceitava mais a antiga, com quatro classificados para as semifinais. Valorizava mais a primeira fase, pois os clubes suavam para tentar chegar entre os quatro primeiros
O presidente da FMF, Castellar Guimarães Neto, caráter ímpar, tem procurado fazer o melhor pelo nosso futebol. E sei o quanto é querido na CBF, a ponto de trazer para o nosso estado aquela Brasil 3 x 0 Argentina, lembram-se? A falta de equipes de qualidade no estado não é culpa dele nem da entidade. Ele faz o que pode – e com muita competência. Essa fórmula de disputa foi votada pelos clubes, e os do interior, unidos, têm mais força que Cruzeiro, Atlético e América. Eu aceitava mais aquela antiga, com quatro classificados para as semifinais. Isso valorizava mais a primeira fase, pois os clubes suavam para tentar chegar entre os quatro primeiros. Classificando-se oito em 12, fica muito mais fácil. Precisamos achar um jeito de tornar os estaduais mais atraentes, de norte a sul do país. Vejo jogos sofríveis no Rio, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco. No Paulistão ainda há mais confrontos entre os grandes. É preciso criar uma fórmula mais atraente, em que Cruzeiro e Atlético entrem somente na fase final, deixando, por exemplo, três equipes pequenas e uma média, no caso o América, fazer um hexagonal final. Talvez seja uma ideia. Com a evolução do futebol, não sei se para pior ou melhor, a verdade é que os estaduais, se nas décadas passadas eram mais importantes que o Brasileirão, hoje são competições retrógradas, ultrapassadas e sem qualquer apelo técnico, financeiro ou de público. Exceto, como escrevi acima, pelo momento do Cruzeiro, no caso específico de Minas Gerais, que fará com que a competição tenha excelente média de público. Uma ilusão que não vai durar muito.
Respeito
Os funerais do jogador Davide Astori, da Fiorentina, morto em infarto fulminante, no dia 3, mostraram o respeito e a educação do povo europeu e, principalmente dos torcedores italianos, independentemente da camisa. Tive a oportunidade de cobrir vários jogos no Velho Mundo, que tiveram homenagens e o tradicional minuto de silêncio. Lá é silêncio total, com os torcedores, jogadores e árbitros irmanados num só pensamento e orações. Infelizmente, aqui no Brasil, quando a gente vê jogos com homenagens póstumas, os torcedores debocham, riem, assobiam, vaiam, cantam, tocam instrumentos, num completo desrespeito. Já passou da hora de nos educar e termos postura digna de um ser humano. Um minuto de silêncio significa silêncio total. É uma forma de homenagear os que se foram no meio do esporte. Que Davide Astori esteja no Céu e que sua família receba nossas condolências. A registrar a educação do povo catarinense por ocasião da tragédia do time da Chapecoense, quando realmente houve muitas homenagens e silêncio total no estádio. Vale lembrar que o povo do Sul do país é mais educado do que o de outras regiões, justamente por ter sido colonizado por europeus.
Comentaristas
É de doer quando a gente vê ex-árbitros que tanto erraram no futebol, invertendo títulos que deveriam ser de um clube e foram para outro, comentando na televisão. Eles metem o pau nos árbitros atuais depois de ver o lance várias vezes, em câmera lenta. Isso é lamentável, pois jogam no fogo os apitadores de hoje. Dos comentaristas de arbitragem eu gosto do Arnaldo Cézar Coelho, Paulo César Oliveira, Sálvio Spinóla e Leonardo Gaciba. Curiosamente, árbitros que jamais cometeram erros graves em decisões de campeonatos.