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Marin fará depósito de US$ 200 mil para manter prisão domiciliar nos Estados Unidos
Defesa do ex-presidente da CBF conseguiu reduzir valor de carta de crédito de US$ 2 milhões que deveria ter sido entregue no dia 15 de janeiro
A decisão precisa ser homologada pelo juiz Raymond Dearie, do Tribunal de Nova York, o que deve ser feito ainda nesta quinta-feira. Para Marin, o acordo representa um alívio financeiro, já que o deposito de US$ 200 mil equivale ao valor que o cartola pagaria em juros pela carta de crédito.
Em documento ao juiz Dearie, o advogado do cartola, Charles Stillman argumenta que "à luz das condições econômicas no Brasil (a carta de credito) tem provado ser impossível".
Além disso, a burocracia na obtenção do documento também foi um argumento apresentado pelo advogado em carta enviada à promotoria e ao juiz Dearie em janeiro deste ano.
A defesa de Marin tentava costurar esse acordo desde novembro, quando o cartola foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos sob as acusações de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro.
Para permanecer em prisão domiciliar, o ex-presidente da CBF já tinha dado como garantias seu apartamento em Manhattan, avaliado em US$ 3,5 milhões, e um depósito de US$ 1 milhão em espécie. A carta de crédito era o último elemento do acordo que ainda estava pendente.
Marin também arca com todos os custos das câmeras de vigilância em sua prisão domiciliar e vem sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. A próxima audiência do ex-presidente da CBF está marcada para o dia 16 de março.