Editado pela Cepe, livro sobre pernambucana Moema Cavalcanti disputa prêmio
O livro Moema Cavalcanti: livre para voar (2019), que reúne o acervo da capista pernambucana é finalista do Prêmio ABEU 2020 na categoria Projeto Gráfico do 6º Prêmio. O título é concedido pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias e tem o objetivo de destacar as melhores edições universitárias no campo científico e acadêmico, tanto pela excelência dos conhecimentos abordados quanto pela criação estética. A publicação foi editada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe Editora) em parceria com a Imprensa Oficial de São Paulo (Imesp).
Pernambucana radicada em São Paulo desde 1968, Moema Cavalcanti é considerada uma das mais importantes capistas de livro do Brasil, sendo reconhecida pela riqueza e diversidade de sua obra. Ao longo de meio século de uma profícua carreira, concebeu mais de 1.600 capas, além de projetos múltiplos, como revistas, catálogos, ilustrações, fotografias e colagens.
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Dona de um estilo refinado e essencialmente gráfico, Moema Cavalcanti foi pioneira e inovou a linguagem visual da capa de livros a partir anos 1970. Conquistou diversos prêmios em sua vida, entre eles três estatuetas do Jabuti, apresentando seu trabalho em bienais e exposições de design gráfico nacionais e internacionais.
Com 224 páginas, o livro Moema Cavalcanti: livre para voar reúne uma importante seleção do seu trabalho. A obra foi concebida pela própria Moema, mas por questões de saúde, sua edição acabou finalizada por Chico Homem de Melo, Raquel Matsushita e Silvia Massaro, que assinam a organização. No primeiro bloco, faz uma retrospectiva de capas assinadas pela designer pernambucana e de ilustrações produzidas para a revista Veja.
Para a Cepe, Moema assinou o projeto gráfico da Coleção Acervo Pernambucano e uma das edições em quatro volumes de O caso eu conto como o caso foi, de autoria de seu pai, Paulo Cavalcanti, jornalista, advogado e militante político de esquerda. No segundo bloco, o livro reúne os chamados presentinhos de domingo, mensagens que enviava semanalmente a amigos e parentes revelando sua face de contadora de histórias.