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Filme sobre Revolução Pernambucana de 1817 ganha data de estreia
Produção dirigida por Tizuka Yamasaki mescla documentário e ficção

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"Acabamos sabendo mais sobre a história dos EUA do que sobre a do Brasil", ressalta a cineasta a respeito de temas históricos serem recorrentes na cinematografia norte-americana. O filme foi viabilizado a partir de termo de cooperação entre a produtora Rio de Cinema Produções Culturais, a TV Escola e o Ministério da Educação. De caráter didático, a produção não se limita à encenação dos eventos históricos, mas recorre a imagens de apoio e depoimentos de especialistas e estudiosos de áreas diversas, incluindo a escritora e desembargadora Margarida Cantarelli, o arquiteto Francisco Cunha e os historiadores Leonardo Dantas e Socorro Ferraz, entre outros.
Gravado em locações como o Marco Zero, Forte do Brum, Palácio do Campo das Princesas e Forte das Cinco Pontas, o título foi dirigido por Yamasaki e Ricardo Favila. Ainda que algumas ruas tenham sido bloqueadas para a passagem de carros durante as filmagens, a circulação de transeuntes foi mantida e fazem parte da dinâmica do filme: atores interagem com o público em algumas sequências e também conversam diretamente para as câmeras.
A base para o roteiro é o livro A noiva da revolução, de Paulo Santos, romance histórico escrito no formato de diário narrado pelo líder revolucionário Domingos Martins e a esposa, Maria Teodora da Costa. Além do pano de fundo do movimento separatista de 1817, a trama acompanha as dificuldades enfrentadas pelo casal, cuja união era reprovada pela família dela, de origem portuguesa e com forte preconceito em relação aos nativos brasileiros, como Martins. Quem dá vida aos personagens são os atores Klara Castanho e Bruno Ferrari.
Estreando como atriz, a apresentadora e chef Carmem Virginia interpreta Otília, cozinheira que conseguiu comprar a alforria. A atriz amadora recebeu apoio de Irandhir Santos, que ajudou no preparo para o papel. "Esse filme é muito empoderador para nós", comenta, sobre o fato de negros terem participado ativamente da insurreição. "É bom para reavivar a memória, lembrar quem fez a revolução", acrescenta, dizendo que o cenário de insatisfação que imperava em Pernambuco à época é similar ao descontentamento atual de muitos brasileiros. "Não é muito distante desse momento. Se o povo fizesse (hoje) uma revolução como aquela, muita coisa iria mudar", opina.
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