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Leila Pinheiro celebra 35 anos de carreira com show no Recife

"Por onde eu for" será realizado no Teatro RioMar, às 21h, neste sábado (12)

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Leila Pinheiro apresenta "Por onde eu for", seu novo show, ao piano e violão, com repertório que revisita seus 35 anos de carreira. Foto: Míddia/Reprodução


Era 1985, quando Leila Pinheiro subiu ao palco do Festival dos Festivais, exibido pela Rede Globo, para interpretar a canção Verde. Vestida com uma roupa na qual predominava a cor que nomeia a música de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, a paraense fez o público que ocupava as arquibancadas do Maracanãzinho aplaudir com fervor sua apresentação. A participação lhe rendeu, na época, o prêmio de Revelação. Pouco mais de três décadas depois, a cantora traz, neste sábado (12), às 21h, ao Teatro RioMar, o show Por onde eu for, que revisita esse e outros momentos marcantes da carreira.

[SAIBAMAIS]No repertório, além das músicas que marcaram a trajetória, composições inéditas da artista e versões de obras de nomes como Gilberto Gil, Nando Reis e Herbert Viana. "Podem esperar o melhor de mim e dos meus 35 anos de carreira", simplifica. Todas as coisas valem, parceria com Zélia Duncan, Você em mim, de Guilherme Arantes, e Chega pra mim, de Marina Lima e Márcio Tinoco, estão entre as canções que serão interpretadas em formato intimista.

A turnê Por onde eu for nasceu do primeiro EP da paraense, que leva o mesmo nome. Depois de gravar 18 álbuns e três DVDs, ela apostou no sistema de financiamento coletivo para produzir o atual projeto. "Conheci esse tipo de ferramenta ao ler uma matéria sobre uma cantora norte-americana que tinha feito um trabalho assim. Na semana seguinte, fui apresentada ao Kickante (Site de crowdfunding). Fiquei bastante animada com a ideia de contar com a colaboração dos fãs. Foi possível financiar todo o processo, desde a banda à capa", destaca. Cerca de R$ 100 mil foram arrecadados através dessa proposta.

Em entrevista exclusiva ao Viver, Leila Pinheiro falou sobre o atual cenário da música brasileira, o processo de produção de Por onde eu for e a relação que procura manter com a cultura pernambucana.



Serviço

Leila Pinheiro em Por onde eu for
Onde: Teatro RioMar
Quando: neste sábado (12), às 21h
Ingressos: R$ 150 (plateia), R$ 75 (plateia-meia), R$ 130 (balcão) e R$ 65 (balcão-meia)

>>Entrevista: Leila Pinheiro


"Espero que o tempo passe uma peneira, para ficar só quem faz música de verdade"

Qual a relação entre a canção escolhida para nomear a turnê e os seus 35 anos de carreira?
O título traduz um caminho, uma trajetória. A escolha foi mais pelo nome do que pela letra da música.

A turnê tem músicas do EP Por onde eu for, que contou com apoio de financiamento coletivo. Como foi esse processo?
Conheci ese tipo de ferramenta ao ler uma matéria sobre uma cantora norte-americana que tinha feito um trabalho assim. Na semana seguinte, fui apresentada ao Kickante (Site de crowdfunding).  Fiquei bastante animada com a ideia de contar com a colaboração dos fãs. Foi possível financiar todo o processo, desde a banda à capa.

Você começou sua carreira numa época em que nomes como Cazuza e Lulu Santos eram algumas das principais referências musicais do Brasil. Como você tem percebido o cenário atual da música brasileira?
Ele é bastante vasto. A cada dia surge um artista novo. Acho que o número de trabalhos é maior que a qualidade. A internet facilita a proliferação de carreiras, mas elas passam. Na década de 1980, surgiram grandes nomes que continuam grandes artistas. Lenine, por exemplo, começou numa época próxima da que iniciei, e ele ainda está com força. Espero que o tempo passe uma peneira, para ficar só quem faz música de verdade.

O Festival dos festivais, no qual você participou com a música Verde, marcou sua projeção nacional. Você acha que a música brasileira perde por falta de festivais como esse?
O festival foi em 1985, e, naquela época, os artistas precisavam desse tipo de suporte. Hoje, não há, necessariamente, necessidade de festivais. Acho que o que participei foi um dos últimos. Hoje ninguém precisa mais se mostrar como antes.

Como é sua relação com a música pernambucana? Algum artista daqui te desperta a atenção?
Todos. Sou apaixonada por Pernambuco. Já caí no frevo e cantei com o Maestro Duda. Eu acompanho o que posso. Gosto muito dos artistas daí. Semana passada mesmo, o João Cavalcanti, filho de Lenine, esteve na minha casa e conversamos bastante. Pernambuco tem uma identidade própria.

O que o público pernambucano pode esperar de seu show?

Muito chororô (risos) para quem está sofrendo de amor. Vai ser um show bonito. Podem esperar o melhor de mim e dos meus 35 anos de carreira. Estou animada para conhecer o teatro, vi apenas fotos. Meu show tem muito a cara de teatro, já que é mais intimista.