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Ex-guitarrista do Megadeth, Marty Friedman se apresenta em Caruaru nesta sexta-feira

Em workshow, músico vai apresentar músicas de sua carreira e responder a questões dos fãs

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Músico deixou a banda e se mudou para o Japão no início dos anos 2000. Crédito: Divulgação


Ele era um dos maiores e mais respeitados guitarristas do heavy metal mundial. Com ele, o Megadeth, banda de thrash metal norte-americana, havia atingido um patamar único de virtuosismo, dificilmente visto no gênero. Álbuns como Rust in Peace, Countdown to Extinction e Youthanasia eram aclamados como clássicos - que o são até hoje, por sinal. Junto com o grupo, ele estava no ápice do sucesso comercial e com uma turnê mundial agendada. Mas, entre 1999 e 2000, Marty Friedman resolveu jogar tudo para o alto e decidiu abandonar o Megadeth.

[SAIBAMAIS] Novos rumos para sua vida. Tanto a nível pessoal, quanto profissional. Mudou-se para o Japão em 2003, a fim de explorar uma nova cultura e tocar J-Rock, um gênero pelo qual tinha se apaixonado. Hoje, é um dos grandes astros da música japonesa, com direito a programa de televisão e tudo na terra do sol nascente.

Nesta sexta-feira (13), a partir das 18h, esse monstro das guitarras se apresenta no Sesc de Caruaru, em workshow no qual vai tocar alguns de seus sucessos e responder às perguntas dos fãs.

Antes, eles respondeu a algumas questões do Viver, que você pode conferir abaixo:

Como você se tornou músico e o que te levou ao heavy metal?
Comecei ouvindo Kiss e Ramones. Isso me inspirou a querer ser músico. Kiss e Ramones são como as versões primitivas do metal, então, para mim, foi como uma evolução natural até começar a tocar heavy metal.

Em 1990, você deixou o Cacophony e se juntou ao Megadeth. Com você, a banda atingiu seu apogeu comercial e lançou seus maiores clássicos. Como foi essa experiência?
Fantástica! Por causa dela, cheguei até aqui… Ao Brasil.

Em 1999, o Megadeth lançou o álbum Risk, e você era um dos mais prestigiados e respeitados guitarristas do mundo. Você deixa a banda e em 2013 se muda para o Japão. Por que você decidiu se mudar?
Eu decidi ir para lá porque queria me tornar parte da cena musical doméstica japonesa, pois, naquela altura, eu ouvia muito música japonesa, quase que 100% do tempo.

O quão sua vida no Japão é diferente dos EUA? Você é tipo um astro de tevê por lá, né?
Sim! Eu faço muitos programas de televisão no Japão. Mas, comparando com os Estados Unidos, eu amo os dois lugares. Eu me vejo como um cidadão globalizado.

No ano passado, você lançou seu 12º álbum solo, Inferno. Como você resumiria esse trabalho?
É a experiência de metal mais intensa que eu já gravei até hoje.

Quais são as suas expectativas para esta turnê no Brasil?
Já faz um bom tempo desde que estive no Brasil. Por isso, de verdade, mal posso esperar para rever os meus fãs e agradecê-los por todo o apoio que têm me dado e à minha música por todo esse tempo.

O que você conhece de música brasileira? Algum músico brasileiro te influenciou?
Eu não conheço muitos nomes de músicos brasileiros. Porém, eu sou sempre influenciado, às vezes indiretamente, pela música dos lugares em que eu tenho a sorte de poder visitar.

Em Pernambuco, você vai se apresentar em Caruaru, uma cidade no interior do estado. Você conhece algo da cidade? Já ouviu falar de um estilo musical chamado forró?
Infelizmente, não. Mas estou curioso para ouvir.

O que seus fãs podem esperar logo mais?
Vou tocar muitas músicas minhas e responder ao maior número de questões possível.

Marty, obrigado.
Obrigado! E vejo vocês em breve!

SERVIÇO

Marty Friedman - Workshow em Caruaru
Quando: Sexta-feira (13), às 18h
Onde: Sesc Caruaru (Rua Rui Limeira Rosal s/n, Bairro Petrópolis, Caruaru)
Ingressos: cadeiras (estudante e meia) R$ 60; cadeiras (promocional antecipado) R$ 60; cadeiras front stage %2b meet & greet R$ 120