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Escritor francês Houellebecq defende direito de escrever livro "islamofóbico"
Michel Houellebecq apresentou seu livro "Sumisión" na Alemanha e disse que a obra "não é islamofóbica"

O escritor francês Michel Houellebecq, que apresentou na noite desta segunda-feira (19) seu livro Sumisión na Alemanha, afirmou que a obra "não é islamofóbica", mas reivindicou o direito de escrever um livro assim com base na liberdade de expressão: "Temos o direito de escrever um livro islamofóbico", disse Houellebecq na cidade alemã de Colônia, durante a leitura de Sumisión no festival internacional de literatura LitColonia.
[SAIBAMAIS] O autor francês, que interrompeu a promoção do livro após os atentados jihadistas que deixaram 17 mortos na França entre 7 e 9 de janeiro, considerou que as grandes manifestações provocadas pelos ataques mostram mais o envolvimento dos franceses com "a liberdade de expressão" do que com uma "vontade de união nacional".
O escritor disse ainda que para ser herói, às vezes, basta ser "teimoso". "Os chargistas do Charlie Hebdo eram tipicamente teimosos".
Sumisión, onde Houellebecq imagina uma França dirigida pelo líder de um partido muçulmano, é um sucesso na Alemanha, onde em apenas alguns dias já vendeu 100 mil exemplares. O editor alemão DuMont prevê uma segunda edição, com mais 50 mil exemplares.
Sobre o livro, Houellebecq considerou que ele não faz o jogo do partido de extrema direita francês Frente Nacional (FN). "Nunca vi alguém mudar seu voto após ter lido um romance".