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Conselho diz que fim do HRN terá ''consequências severas''

O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) divulgou na manhã desta quinta-feira nota na qual repudia a decisão da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e do Governo de Pernambuco de encerrar as atividades do Hospital de Retaguarda em Neurologia (HRN). Para a entidade, “o fechamento dos 85 leitos da unidade, sendo 10 UTIs (Unidade de Terapia Intensiva), vai resultar em consequências severas para os pacientes que dependem de atendimento no local, sem falar na demissão dos funcionários que atuam no hospital, em especial os profissionais de enfermagem, que compõem a maior parte do corpo funcional da unidade”.
O HRN funciona no Prado, Região Oeste do Recife, e, segundo o Coren-PE, começou a funcionar em março do ano passado e se mostrou instrumento importante na rede estadual de saúde pública por oferecer assistência neurológica de qualidade a pacientes e desafogar a principal emergência da rede, o Hospital da Restauração (HR), e o Hospital Pelópidas Silveira.
Lacuna preocupante
O repúdio expresso numa nota ocorre no dia seguinte ao anúncio pela SES-PE da decisão de manter em funcionamento os hospitais de retaguarda Brites de Albuquerque, em Olinda, e o antigo Alfa (Hospital Nossa Senhora das Graças), em Boa Viagem, Região Sul do Recife, onde abriria 30 vagas de enfermaria, e abrir 20 novos leitos no Hospital do Tricentenário, em Bairro Novo, Olinda. Para a secretária-executiva de Atenção à Saúde, Lara Voss, os novos leitos vão atender a demanda do HRN.
Para o Coren-PE, entretanto, a perspectiva é de consequências severas para a população mesmo com a abertura de 50 leitos de enfermaria na rede pública (30 no Hospital Nossa Senhora das Graças e 20 no Hospital Tricentenário) anunciada pela SES-PE. “O Coren-PE ressalta que a lacuna deixada pelos 35 leitos a menos é preocupante”, adverte na nota oficial.
*Com informações das assessorias de imprensa do Coren-PE e da SES-PE.
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