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Pernambuco divulga protocolo de segurança nas escolas

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Todos os colégios da rede estadual de ensino já estão seguindo os protocolos de segurança nas escolas
O governo do estado anunciou nesta quinta-feira (13) um protocolo de segurança nas escolas que conta com 13 ações, já em vigor, contra ameaças de violências. A intervenção vem como resposta após o pânico gerado pela internet a partir de ameaças e casos de ataques em escolas acontecidos no país. 

Esse acordo se trata de uma resposta geral para as escolas da rede pública e privada após os últimos acontecimentos. Ele foi publicado no Diário oficial do estado de Pernambuco, formulado em conjunto pelas secretarias estaduais de Defesa Social (SDS) e de Educação e Esportes (SEE), a fim de prevenir possíveis emergências provocadas por ameaças de atos de violência. O Brasil tem sofrido uma série de ataques em escolas desde março, o último caso aconteceu na tarde dessa quarta-feira (12) no Ceará. Na terça-feira (11) as secretarias de Defesa Social (SDS) e de Educação e Esportes, se reuniram com agentes das forças de segurança e gestores regionais das unidades de ensino para definir a atuação conjunta na segurança das escolas pernambucanas. 

A lista de ações conta com iniciativas de prevenção, repressão e educação e antecipam o envolvimento de toda a comunidade escolar (alunos, pais, professores e técnicos), para assim criar um ambiente de maior tranquilidade para todos que fazem parte da rede estadual de ensino. A primeira medida é o reforço do policiamento escolar, do Programa Juntos na Escola, conhecido como Ronda Escolar, que deve garantir a aproximação da comunidade escolar com as forças de segurança, atuando com mais ações orientativas. No entanto, ainda não foi comunicado pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) qual é o aumento do efetivo de policiais que devem atuar junto às escolas. 

Outra medida é o canal telefônico 197, que antes era direcionado para casualidades da educação, e agora, é exclusivamente para emergências escolares. De acordo com o governo, as chamadas terão atendimento prioritário das forças de segurança, que se manterão em prontidão para continuar investigando qualquer tipo de ameaça.

Nas redes sociais o governo estadual também vai atuar de forma integrada com a polícia de Pernambuco, o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência do governo federal (Abin), fazendo um monitoramento em tempo real. No documento eles também informam que o registro das ocorrências por parte das unidades educacionais deve ser feito no canal de denúncia "Escola Segura" www.gov.br/mi/pt-br/escolasegura. Os servidores das escolas (professores, coordenadores, merendeiros, seguranças, etc) também passarão por formações sobre esse tema, reforçando “atividades e ações pedagógicas e sociais voltadas para a cultura de paz.”
 
Algumas escolas estão tomando medidas por conta própria, como foi o caso da Erem Arão Peixoto de Alencar, uma escola pública, localizada no município de Ipubi, no Sertão de Pernambuco. A diretora da unidade lembrou que tinha um detector de metal guardado e resolveu usar nesta quinta-feira (13) para tranquilizar pais e alunos. Essa ação não vai se estender a outras escolas e a gestão decidiu não adotar mais essa prática. 
 
Até a publicação desta matéria as secretarias de Educação e Esportes e Defesa Social do estado não retornaram sobre como será essa formação oferecida aos servidores escolares. 

RECIFE

O Recife, que ainda não tinha se pronunciado, também adotou medidas de segurança para as escolas e creches municipais na tarde desta quinta-feira (13). Foi apresentada a ampliação do programa “Escola que Protege”, que oferece acolhimento e acompanhamento psicológico. Maior controle de acesso nas entradas das escolas e creches, permitindo apenas a entrada de estudantes e profissionais que trabalham na unidade. “Outras pessoas, inclusive pais ou responsáveis, só terão acesso com autorização da gestão escolar.” Eles também comunicaram que a Patrulha Escolar foi duplicada e que prevê visitas permanentes nas escolas e creches da rede. Além disso, o videomonitoramento foi ampliado na maioria das unidades da cidade. 


SINAIS DE ALERTA

O Ministério da Justiça divulgou uma cartilha sobre 15 sinais de alerta que indicam risco de ataques públicos. Eles reforçam que o mais importante é focar mais na prevenção e menos em medidas como  muro alto, detector de metais, escolta armada, que só reforçam a violência. 

Entre os alertas o destaque vai para comportamento de ódio, ou seja, aquelas pessoas que expressam muita raiva e que se identificam com grupos de extremistas, terrorismo e afins. Também o afastamento/isolamento, quando o indivíduo se afasta de amigos, parentes e apresenta comportamento de solidão crônica. Além deles são citados, o vandalismo, crueldade com animais, fascínio por ataques ou tiroteios que aconteceram em outros lugares, chegando a idolatrar os criminosos, roubos e furtos, comportamento de ameaças e mudanças que destacam a agressividade. Entretanto, vale lembrar que, a exibição desses sinais isoladamente não indica violência iminente ou terrorismo.