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Jaboatão recebeu, oficialmente, o terreno do antigo Conjunto Muribeca
Desocupado desde 2005, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes recebeu, oficialmente, nesta terça-feira (28) o terreno do antigo Conjunto Muribeca. A assinatura do termo de compromisso foi feita pelo prefeito Mano Medeiros e pela juíza federal, Nilcéa Maria Barbosa Maggi, na Associação dos Moradores do Conjunto Muribeca. O evento contou com a presença de representantes da Caixa Econômica Federal.
O Conjunto Muribeca fica às margens da PE-17, a 3km da BR-101 e a 30 minutos do Porto de Suape. O espaço mede 210,3 mil metros quadrados e vai se tornar um equipamento público. A juíza Nilcéa Maggi enfatizou a importância do momento. “Hoje, estamos dando mais um passo para a construção do equipamento público que irá beneficiar a população da Muribeca”, destacou.
Um dos integrantes da comissão Resgate Muribeca, Philipe Araújo, falou em nome dos moradores do bairro. “Demos um passo importante neste dia, com a doação desse terreno ao município. Nós precisamos de um espaço físico que proporcione lazer, saúde e bem-estar à população, principalmente aos idosos e as crianças”, pontuou.
“Estamos retomando a regularização fundiária das casas nas imediações da área. Inicialmente, serão entregues 120 títulos da Quadra 1, mas vamos chegar aos 690 envolvendo também as Quadras 2, 3 e 4, até meados do próximo ano. Aos poucos estamos conseguindo dar mais dignidade a centenas de famílias e elaborar um plano de desenvolvimento da região”, informou o prefeito Mano Medeiros. “O bairro da Muribeca fica centralizado, entre os polos Jaboatão Centro e Praias, portanto, pode atender a todo o município”, completou.
A história
Construído pelo antigo Banco Nacional da Habitação (BNH), o Conjunto Muribeca foi entregue em 1982, com 70 prédios, cada um com 32 apartamentos, totalizando 2.240 unidades. Por problemas estruturais, o bloco 01 foi demolido em 1986. Entre 2005 e 2014, os demais blocos foram interditados e evacuados, tendo se iniciado uma batalha judicial entre moradores e a Caixa Econômica.
A Prefeitura da cidade se envolveu no processo em 2017 e em março de 2020, após audiência na Justiça Federal, foi firmado acordo indenizatório entre CEF e antigos moradores. Após três meses, a demolição de todo o habitacional foi concluída. O município cadastrou os antigos moradores e foi firmado um acordo com a Caixa para o pagamento das indenizações. Os moradores que haviam construído edículas na área do Conjunto Muribeca, foram contemplados com apartamentos no Habitacional Fazenda Suassuna, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.