° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

Bloco do ArTesão ganha às ruas de Recife e Olinda

Por

Nesta sexta-feira (17), a concentração do Bloco do ArTesão ocorre às 18h na Rua da Moeda, no Recife Antigo, a sua saída está prevista às 19h. O bloco criado para homenagear os artesãos, terá este ano a representação do Mestre Vitalino, por meio de um boneco gigante. O bloco também fará cortejo em Olinda, nesta segunda-feira (20) às 10h na frente da Faculdade de Olinda (FOCCA), próximo a praça do Carmo. 

Vanusa Holanda, produtora cultural, formou um grupo de amigos artesãos de vários municípios, técnicas e tipologias que periodicamente se reuniam na sua residência em Olinda, a fim de planejar a formação de uma associação que pudesse fortalecer e pleitear ações de política pública para o setor. O final dessas reuniões era o mais esperado por todos: um lanche colaborativo com o que havia de mais gostoso da culinária pernambucana. Da torta de queijo coalho ao bolo de noiva, e como atração musical as rodas de coco e ciranda, puxadas pelo mestre artesão e coquista Mano de Baé. 

Foi aprovado por unanimidade a sugestão de representar o Mestre Vitalino, maior expoente da arte figurativa brasileira, como boneco gigante, que foi feito pelas mãos da artesã Regina André de Olinda, com a ajuda do artesão Emersom Melo, seu companheiro. O estandarte foi feito por Luiz Antônio, artesão de Recife. Três frevos foram compostos para o bloco: o hino foi pelos Mestres Davi Teixeira e Mano de Baé; um frevo que cita os poetas dos antigos carnavais feito pelo mestre Davi Teixeira, grande cordelista e artista popular na confecção de mamulengos com material reciclado; e o terceiro feito pelos artesãos Lucas e Maria Oliveira (mãe e filho que atuam na criação de personagens em marionetes) e o artesão Lelo, também bonequeiro. 

Com tantos talentos reunidos, foi natural a evolução para a ideia de um bloco de carnaval, pois como havia observado, os artesãos tinham por hábito os encontros sazonais nas feiras do setor, para falar sobre os trabalhos. Era preciso um pouco de diversão e alegria para celebrar e dar visibilidade à arte e à diversidade cultural manifesta naqueles encontros. 


A primeira vez do bloco nas ruas foi antes da pandemia, na sexta-feira, no Recife Antigo, e na segunda-feira, em Olinda. A história se repete neste ano, com emoção e tesão em dobro, celebrando a vida e a vitória da democracia!