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Sem desfile para os foliões, Homem da Meia-Noite completa 90 anos com símbolo de renovação e esperança
O Homem da Meia-Noite completou 90 anos sem o tradicional desfile rodeado pela multidão apaixonada de foliões, mas celebrou a nova idade com uma roupa repleta de significados. Na cartola, as palavras saúde, amor, vida, ciência, vacina, respeito e esperança aparecem como desejo para enfrentar mais um ano de pandemia da Covid-19.
"A cartola vem permeada pela composição de palavras do que é essencial termos para a folia
voltar a ferver nas ruas, com harmonia e segurança. A aba da cartola recebe as frases conceito da roupa deste ano: “O Povo é O Frevo. O Frevo é O povo”, afirmou Joana Lira, responsável pela vestimenta do calunga gigante.
Com a gravata borboleta no formato do inseto, o gigante de Olinda traz para a roupa o símbolo do renascimento, da transformação, da felicidade e da renovação. No fraque, a homenagem é destinada aos povos africanos e aos foliões, com o grafismo representando pinturas corporais e a frase 'Não vão nos calar', para lembrar que o povo tem voz e deve expressar as suas necessidades e os seus pensamentos.
"A cartola vem permeada pela composição de palavras do que é essencial termos para a folia
voltar a ferver nas ruas, com harmonia e segurança. A aba da cartola recebe as frases conceito da roupa deste ano: “O Povo é O Frevo. O Frevo é O povo”, afirmou Joana Lira, responsável pela vestimenta do calunga gigante.
Com a gravata borboleta no formato do inseto, o gigante de Olinda traz para a roupa o símbolo do renascimento, da transformação, da felicidade e da renovação. No fraque, a homenagem é destinada aos povos africanos e aos foliões, com o grafismo representando pinturas corporais e a frase 'Não vão nos calar', para lembrar que o povo tem voz e deve expressar as suas necessidades e os seus pensamentos.
"A arte estampada no fraque faz referência a grafismos das pinturas corporais dos povos
originários, assim como dos afro-descendentes, nossa formação nacional de riqueza essencial. Traz também desenhos de olhos e mãos que representam e homenageiam o corpo folião. Mais uma vez, a ideia de que o povo se identifique no Homem da Meia Noite, e o Homem da Meia Noite se identifique no povo. Em meio a essa multidão representada, são espalhadas várias silhuetas de peixes espelhados, em referência à Iemanjá, a deusa-mãe rainha do mar que marca o dia do nascimento do gigante: 2 de fevereiro", explica Joana.