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Conselho de Biologia e entidades ambientais cobram que Arco Viário Metropolitano passe por fora da APA

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Em debate promovido pelo Conselho Regional de Biologia da 5ª Região (CRBio-05), na última terça-feira (27), diversas entidades ambientais pernambucanas cobraram do Governo de Pernambuco que o projeto atual do Arco Viário Metropolitano seja totalmente por fora da Área de Preservação Ambiental (APA). 

Os biólogos presentes na live apresentaram diversos elementos que reforçam as preocupações com o impacto ambiental e, consequentemente, o dano econômico que o estado e as pessoas terão se o Arco for construído por dentro da área florestal. A cobrança é pela revisão urgente do atual projeto. 

“Tivemos uma oportunidade rica de trocar ideias sobre o projeto. Como Bióloga, é sempre bom deixar claro que não somos contrários ao crescimento da economia, ao futuro ou a algo que venha de encontro ao desenvolvimento do nosso estado. O que queremos é discutir, com base científica, principalmente neste momento em que a ciência vem sendo alvo de tantos ataques. Portanto, queremos ver a melhor forma de desenvolver o projeto com alternativas para ter o almejado desenvolvimento sustentável", ressaltou a presidente do Conselho Federal de Biologia (CFBio), bióloga Maria Eduarda Larrazábal.

De acordo com a secretária executiva da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas/PE), Inamara Melo, que representou o Governo do Estado, uma das alternativas é passar o Arco Viário Metropolitana por fora da Mata Atlântica, preservando, assim, a natureza. 

O Arco Metropolitano é um projeto que existe há mais de 20 anos, mas nunca saiu do papel e tem com o objetivo de desafogar a Região Metropolitana do Recife (RMR) e pretende ligar Igarassu ao Cabo de Santo Agostinho.