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PCR acompanha mulher trans vítima de provável tentativa de feminicídio

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A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, está acompanhando de perto o caso do crime cometido contra a vida da mulher trans Roberta Nascimento Silva, 33 anos, que vivia em situação de rua no Cais de Santa Rita, na área Central do Recife. O fato aconteceu na madrugada de quinta-feira (24) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou o primeiro atendimento à vítima, que apresentava queimaduras em várias partes do corpo, e a encaminhou para o Hospital da Restauração, onde segue internada. Nesta sexta-feira (25), uma equipe do Centro de Referência em Cidadania LGBT do Recife fez uma visita à família da vítima, em Jaboatão dos Guararapes, para acompanhar o caso e dar apoio na recuperação.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil através da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), já que o suspeito é adolescente, e deverá ser tratado como tentativa de feminicídio contra Roberta. Ela utilizou os serviços do Centro de Referência em Cidadania LGBT do Recife nos anos de 2015 e 2019 e também já passou por outros serviços socioassistenciais do município, como o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP). A equipe do Centro LGBT esteve no Hospital da Restauração na manhã de hoje para garantir que os direitos de Roberta fossem respeitados, como a utilização do nome social e a transferência para a ala feminina da unidade de saúde. A família da vítima foi procurada para dar suporte e acompanhar a recuperação. Além disso, a equipe permanecerá em diálogo com a Polícia Civil para acompanhar o resultado da investigação.

Desde 2013, a Gerência de Livre Orientação Sexual do Recife (GLOS) trabalha a campanha Recife Sem Preconceito e Discriminação, busca chamar à atenção da sociedade para o respeito às diferenças, com o intuito de construir uma sociedade mais justa e solidária. A GLOS divulga as leis municipais 16.780/2002 e 17.025/2004 por meio de cartazes, adesivos e conteúdos para as mídias sociais, além da plataforma virtual para recebimento de denúncias de violência contra a população LGBTI%2b.