Arcebispo de Olinda e Recife volta a criticar decisão de aborto: "Mesmo com autorização judicial, não deve ser feito por uma pessoa de fé"
Após repercussão do vídeo postado no domingo (16), em protesto contra a realização do aborto legal em uma menina de 10 anos, que foi abusada sexualmente pelo tio, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, voltou a criticar a decisão do caso. Em nota, o religioso condenou a atitude dos profissionais de saúde que se dispõem a realizar a prática do aborto mesmo diante da legislação brasileira.
"Neste tempo de pandemia, tantos profissionais da saúde têm encantado o mundo e recebido homenagens, por conta de sua luta na defesa da vida das vítimas da Covid-19, chegando alguns deles a falecerem. Por outro lado, decepciona-nos perceber que ainda existam profissionais da saúde que se prestam à prática do aborto. Este ato, mesmo com autorização judicial, não deve ser feito por uma pessoa de fé ou até incrédula consciente, por uma questão de respeito à Lei de Deus ou simplesmente por princípio ético, baseado no valor inviolável da vida", afirma o arcebispo.
No comunicado, Dom Fernando também alega que Recife está criando a fama de 'capital do aborto'.
"Como Arcebispo de Olinda e Recife, não posso calar diante desse fato. Se grave foi a violência do tio que vinha abusando de uma criança indefesa, culminando com violento estupro, gravíssimo foi o aborto realizado em Recife, quando todo o esforço deveria ser voltado para a defesa das duas crianças, mãe e filha. Infelizmente, Recife está criando fama de “capital do aborto” e precisamos “combater o bom combate” para mudar essa triste fama", declara.
Em outro trecho, o religioso cita evangelho.
“...Apresentei diante de vós a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida... ( Dt 30, 19)"
"Nesta segunda-feira, 17 de agosto, o evangelho de Mateus, capítulo 19, nos apresenta Jesus sendo questionado sobre o que se deve fazer de bom para possuir a vida eterna. Sua resposta é clara: “Observa os mandamentos”, e destaca entre eles: 'Não matarás'".