Comunidade do Pilar terá acesso à internet de forma gratuita através do Porto Digital
Em tempos de distanciamento social, as conexões virtuais foram de extrema importância no momento de continuidade dos estudos, trabalho e até mesmo dos laços pessoais. Mas o acesso à internet não é uma realidade de todos. Através do projeto Pilar Conectado, realizado por iniciativa do Porto Digital, cerca de 300 famílias da comunidade do Pilar, no Centro do Recife, poderão utilizar a internet de forma gratuita.
De acordo com o Porto Digital, o projeto será desenvolvido em quatro etapas: A primeira, que já foi concluída, tratou da instalação dos equipamentos que fornecem a conexão para os moradores. No total, 13 pontos de acesso foram inseridos na localidade podendo ter novas instalações em caso de aumento da demanda. A segunda fase, que está em andamento, trata da divulgação do projeto na comunidade. A terceira etapa será voltada para as pesquisas de aprofundamento. No último momento do projeto, o objetivo é de implantação de cursos de capacitação e qualificação empreendedora.
“Temos uma preocupação muito grande com a comunidade do Pilar porque ela está inserida no Porto Digital. Fizemos as entregas das cestas básicas na comunidade e foi um retrato. Hoje a gente sabe exatamente quem são as pessoas, as famílias e a situação social deles”, explicou o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena.
Segundo o levantamento feito pelo parque tecnológico, foram contabilizados 600 celulares e 100 laptops em utilização, além das 300 famílias que foram atendidas, somando 875 que foram beneficiadas. As pessoas que vivem em barracos no entorno da comunidade e próximos à igreja do Pilar também serão atendidas pelo projeto.
“Como nós podemos ver não é uma comunidade tão grande do ponto de vista populacional, mas apresenta um dado muito triste e muito importante: é a comunidade com mais baixo índice de desenvolvimento humano (IDH)”, esclareceu Pierre.
Para Fred Arruda, CEO da CESAR School, a expectativa é que o projeto se torne permanente.
“A nossa expectativa é que possamos transformar o programa em algo permanente. Vamos conseguir empresas que deem longevidade se nós trouxermos conteúdo. Espero que a gente possa priorizar um programa educacional e atingir as gerações mais maduras e mais novas”, comunicou.
De acordo com Julio Gil, representante do Elcoma Vagalume, empresa parceira do projeto, o investimento fixo foi de R$ 150 mil, e deve aumentar com a adição do custo de operação, que ainda não foi definido.