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Primeiro paciente vítima da Covid-19 no Recife recebe alta após dois meses internado

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Na semana em que o estado atinge os seus números mais altos na escala de contaminação por Covid-19, o primeiro paciente confirmado com a doença na capital pernambucana foi liberado após passar dois meses internado, os últimos 31 destes dias em estado grave na UTI. Muito emocionado e sob aplausos, o empresário Sylvio Cavalcanti, de 72 anos, deixou o Hospital Português, localizado no Centro do Recife, na tarde da última terça-feira (05), agradecendo a toda equipe.

Sylvio contraiu o coronavírus após passar férias no Egito e mais três dias em Roma, na Itália, com sua esposa, Solange Catunda, que também foi infectada. A sogra do empresário, de 97 anos, foi visitada pela filha logo depois da volta do casal e, em consequência, testou positivo para a doença. "Após cinco dias que havíamos chegado em Recife começamos a sentir os sintomas. Quando fomos ao Hospital Português apresentávamos todos os indícios de contaminação, então eles escolheram nos internar", relembra o empresário. "Minha esposa passou 17 dias internada e minha sogra também se recuperou. Mas como sou idoso e diabético tipo dois, meu caso foi mais complicado."

 

A confirmação da doença do casal saiu no boletim de saúde do dia 12 de março, sendo os primeiros a ter os diagnósticos positivos no estado. "A sensação é horrível. No último mês fui entubado e só lembro de alguns flashs. Só tenho a agradecer a Deus, aos médicos, enfermeiros e atendentes do Hospital que cuidaram de mim e me dera a oportunidade desta segunda vida. As orações e apoio dos meus amigos também foram muito importantes. É ótimo estar de volta para os braços da minha família."

O empresário passará por fisioterapia para se recuperar totalmente. Os dias acamado debilitaram seus movimentos. Embora tenha mais esse obstáculo, para Solange o maior susto já passou. "Agora é só felicidade. Foi um renascimento. Temos 44 anos de casados, nunca tinha passado tanto tempo longe dele, os últimos dias foram horríveis. Passava  todo o tempo chorando e rezendo por sua recuperação", diz a senhora de 66 anos.

O casal, que viu a doença tão de perto, ainda aproveita para deixar recomendações. "Vejo as filas em lotéricas e fico muito assustada, tive um contato muito rápido com minha mãe e mesmo assim ela contraíu o corona. As pessoas estão achando que é uma simples gripe, mas a Covid é muito violenta", diz Solange, "A doença está aí, e ela mata. Previnam-se,  respeitem a quarentena e, caso apresentem sintomas graves, procurem atendimento médico", completa Sylvio.