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Maracatu Nação Encanto da Alegria abre ensaios para abertura do carnaval do Recife

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O Maracatu Nação Encanto da Alegria conduziu, nesta terça-feira (21), o primeiro ensaio aberto do Tumaraca, encontro de Nações de Baque Virado tradição no Carnaval recifense. O ensaio realizado no bairro da Mangabeira abriu a sequência de prévias gratuitas do Recife. Até o próximo dia 20 de fevereiro, serão realizadas 50 atividades pré-carnavalescas na capital Pernambucana. O Tumaraca reunirá 13 Nações de Maracatu de Baque Virado no Marco Zero, no dia 21 de fevereiro, quinta-feira da semana pré-Carnavalesca.

Até lá, acontecerão 13 ensaios nas comunidades, quatro ensaios conjuntos na rua da Moeda, além de um encontro de Mestres no Pátio de São Pedro. Por semana, serão três ensaios de maracatus nas comunidades. Toda sexta-feira, os grupos se reunirão na Rua da Moeda. “Quase todos os dias haverá atividade. Além dos maracatus, ainda haverá apresentações e ensaios no Pátio de São Pedro, acerto de marcha, concurso de rei momo e rainha do carnaval”, afirmou o presidente da Fundação de Cultura do Recife, Diego Rocha. Neste ano, a novidade é a realização de ensaios abertos de afoxés, cuja programação será anunciada nesta quarta-feira (21), junto com a programação oficial do carnaval do Recife.

Comandado pelo mestre Felipe Tavares, o ensaio aberto do Maracatu Nação Encanto da Alegria contou com a participação do Coral Voz Nagô, que acompanhava Naná Vasconcelos no Tumaraca. Também participaram do ensaio o coco Raízes de Arcoverde e o compositor e cantor Marrom Brasileiro. O Maracatu Encanto da Alegria foi vencedor do Concurso de Agremiações em 2018. “Neste ano, nosso tema será ‘É do Ouro de Oxum que é feita a armadura que guarda o meu corpo’, em homenagem a Oxum. Iremos desfilar com cerca de 400 pessoas”, explicou o presidente do grupo, Anderson do Santos.

No primeiro ensaio, participaram cerca de 60 pessoas. Uma delas era Agatha Milena, 3 anos, neta da diarista Márcia Silva, 47. “Nossa família tem vários integrantes participando do maracatu. É uma alegria, é aprendizado, é cultura”, contou Márcia. O caminhoneiro Ricardo da Hora, 38 anos, aproveitou a passagem pelo Recife para levar o filho ao ensaio. “Sou daqui, mas moro no Rio de Janeiro. É sempre bom ver o maracatu”, contou.