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Clientes e comerciantes reclamam de horário da nova Praça de Alimentação em Santo Amaro

“Este espaço (a praça de alimentação) foi pensado inicialmente para os comerciantes do muro do Hospital de Câncer, que já serviam lanches e refeições para pacientes e acompanhantes. Depois incluíram a gente aqui, mas o espaço deles é diferente do nosso. Nosso espaço é menor, não cabem mesas e estamos mais escondidos. Nossos clientes estão no shopping e agora fica muito mais longe para virem até aqui”, reclamou a comerciante Elizabete Lacerda dos Santos, 45, que há 18 anos vendia espetinhos na Praça do Tacaruna. Além da proibição dos espetinhos, também não será permitida a comercialização de cigarros nem a permanência de carros de som, como acontecia na pracinha.
Segundo a Prefeitura do Recife, a ação, que começou neste último domingo, foi necessária para permitir o ordenamento na área e a revitalização da Praça General Carlos Pinto, que será adotada pelo shopping. “Esse projeto de transferir os ambulantes da calçada do Hospital do Câncer para uma praça de alimentação já é antigo. E foi o próprio hospital que criou o espaço para esses oito ambulantes. Nós compramos uma casa, demolimos e criamos um outro espaço ao lado, para abrigar os ambulantes da Praça do Tacaruna e transformar a área numa praça de alimentação”, disse o secretário de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc), João Braga. O novo espaço, que fica por trás do Hospital do Câncer, é coberto, tem banheiros e possui área para mesas e cadeiras.
Já a Praça General Carlos Pinto, que foi revitalizada e será inaugurada em até 15 dias, vai receber uma fonte, iluminação especial e terá quatro quiosques, tipo fiteiros, que abrigarão oito comerciantes para comercializar pipocas, guloseimas e doces. Todo o projeto de construção da nova praça de alimentação e revitalização da Praça General Carlos Pinto custou R$ 1 milhão, sendo, segundo Braga, todos recursos privados através de um termo de compromisso firmado entre os shoppings Tacaruna e Plaza Casa Forte com a Prefeitura do Recife. “Em frente à pracinha do Tacaruna também vai ser construído um abrigo, onde as pessoas vão poder esperar os ônibus que vêm do interior. É bom para cidade, para quem frequenta o hospital, porque não vai ter som, nem aquela bagunça de antes”, disse João Braga. A Guarda Municipal do Recife fará a segurança na nova praça de alimentação, que abrigará um total de 24 comerciantes.
Para Gisele França da Silva, 32 anos, que acompanha há um ano e meio a mãe em sessões de quimioterapia no Hospital do Câncer, o novo local está mais limpo e organizado, mas o horário de funcionamento não contempla a necessidade das pessoas. “A maioria das barracas aqui estavam abertas 24 horas. Agora mesmo são 17h, vim lanchar e depois não terei onde comer, porque os boxes não vão mais vender jantar. E hoje minha mãe acaba a sessão de quimio de meia noite”, disse.
O comerciante Edson Soares Pedrosa, 46, que há 29 anos trabalha no muro do Hospital do Câncer e mora a 50 metros da nova praça de alimentação, pretende abrir um restaurante em sua residência para atender seus clientes. “O pessoal que frequenta o hospital e nós pedimos que a pracinha fica aberta pelo menos até as 22h para atender as necessidades dos pacientes e acompanhantes, que é café da manhã, almoço e jantar. Temos estrutura para isso mas não podemos oferecer por conta da limitação de horário determinada pela prefeitura”, lamenta Edson.
Bairro de São José
Em setembro do ano passado, ação semelhante aconteceu no Bairro de São José, centro do Recife, quando os comerciantes do entorno do Mercado de São José foram realocados. Os feirantes, vendedores de flores, roupas, calçados e utensílios, que ficavam no meio da rua, foram transferidos para uma área estruturada como o Centro Comercial Cais de Santa Rita. Já os fiteiros que vendiam ervas e produtos religiosos foram realocados para um anexo em frente ao Mercado São José.
Bairro de São José
Em setembro do ano passado, ação semelhante aconteceu no Bairro de São José, centro do Recife, quando os comerciantes do entorno do Mercado de São José foram realocados. Os feirantes, vendedores de flores, roupas, calçados e utensílios, que ficavam no meio da rua, foram transferidos para uma área estruturada como o Centro Comercial Cais de Santa Rita. Já os fiteiros que vendiam ervas e produtos religiosos foram realocados para um anexo em frente ao Mercado São José.