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Análise confirma maré vermelha em Muro Alto

Não foi constatado o lançamento de vinhoto ou de outra fonte orgânica, como chegou a ser ventilado como possível causa para a mortandade de peixes e crustáceos na área

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Análise laboratorial de amostras de água coletadas pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) na praia de Muro Alto, no município de Ipojuca, Litoral Sul do estado, indica a ocorrência de uma “floração” ou “bloom algal”.

As amostras foram feitas após o surgimento de mancha no local, numa área de aproximadamente 100 metros, conforme notícias da imprensa e informações de moradores ao órgão ambiental. A água foi colhidana terça-feira da semana passada (13/3) e o resultado saiu nesta terça.

O resultado da análise atesta a ocorrência – semana passada – do fenômeno natural conhecido como maré vermelha, conforme já era especulado. Não foi constatado o lançamento de vinhoto ou de outra fonte orgânica, como chegou a ser ventilado como possível causa para a mortandade de peixes e crustáceos na área. 

A análise apontou a presença de floração de cianobactérias, o que já foi registrado no mesmo local em anos anteriores, de acordo com a nota técnica emitida pelo Laboratório da CPRH. “A floração algal, geralmente sazonal e de caráter transitório, conduz ao crescimento destes organismos na coluna de água, resultando numa acentuada redução da transparência, coloração e frequentemente na presença de odor e sabor nas águas. Este fenômeno é, em geral, consequência do enriquecimento da massa d’água com nutrientes”, explica a nota.

 

Segundo a assessoria de comunicação da CPRH, o fenômeno é temporário e não voltou a ser registrado até agora, ou seja, não há risco para os banhistas no momento. O órgão não recomenda o banho, caso a maré vermelha volte a ocorrer, pois o problema, gerado por uma combinação de excesso de algas e salinização, altera o odor e a cor da água e pode provocar reações na pele e intoxicações.