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Física é o maior desafio para feras no primeiro dia do SSA

Prova foi considerada altamente difícil pelos concorrentes ao SSA e professores

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O primeiro dia de provas do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da Universidade de Pernambuco (UPE) teve 11,73% de abstenção, correspondendo a 2,2 mil faltosos no universo de 19,3 mil inscritos na primeira fase. As provas aconteceram na manhã de ontem para os alunos que cursam o primeiro ano do ensino médio. Já no SSA 2, aplicado para estudantes do segundo ano, a prova aconteceu no período da tarde e contabilizou 1,2 mil alunos que não compareceram ou seja, 8,84% dos 14,4 que se inscreveram. Os estudantes responderam às provas de língua portuguesa, matemática, física, língua estrangeira (inglês ou espanhol) e filosofia divididas 44 questões.

Dois candidatos que fizeram o SSA 1 foram eliminados por portar celular, nos prédios da Escola Politécnica de Pernambuco (Poli) e da Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (Fcap). Outras três eliminações foram registradas durante a aplicação do SSA 3, também por causa da entrada dos estudantes com celular nos prédios onde seriam aplicadas provas, um na Poli, outro no Campus da UPE em Petrolina e o último no município de Caruaru, no Agreste do estado.

O presidente da Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos (CPCA) da Universidade, Ernani Martins, reitera a proibição de levar qualquer aparelho eletrônico para os locais de prova, já que hoje serão realizadas novas testes do SSA 1 e 2. “Tudo transcorreu dentro na normalidade. Não houve nenhum acontecimento grave ou que comprometesse a aplicação. Reforço para que os candidatos não portem seus celulares, conforme consta no edital para evitar transtornos”, comenta.

O município que teve maior índice de abstenções de candidatos do SSA 1 foi Serra Talhada, com 23,56% de faltas no polo da instituição. Já na capital, o prédio que registrou o maior número de faltas foi o Colégio Anchieta, com 16,67%. No SSA 2 a presença foi menor na Escola Nicanor Souto Maior, em Caruaru, com 97 faltas. A prova que mais teve destaque, segundo comentários dos estudantes e professores, foi a de física, considerada a mais trabalhosa. 

“Caíram todos os assuntos que estudamos, mas algumas questões exigem maior dedicação e isso reflete diretamente no nosso tempo para concluir a prova”, compara a estudante Letícia Araújo, 16 anos, que pretende cursar medicina. Segundo o professor de física do Colégio Boa Viagem, Marco Aurélio, a prova vem aumentando o nível a cada ano. “Ela teve um nível de médio a alto e algumas questões exigiam uma parte de cálculo um mais rebuscado e detalhista, mas isso já não é uma surpresa”, diz.
 
O nível de dificuldade também foi notado para quem encarou a segunda fase de provas do Seriado. “Em comparação ao Enem, pelo que pude ver,a UPE se torna mais direta, sem muita contextualização, o que contribui, sobretudo em relação ao nosso tempo para cada enunciado”, ponderou o estudante de 17 anos, Shannon Hunt. 

De acordo com o professor de física do Colégio Boa Viagem, Osmar Matos, a prova possui um nível de olimpíada da disciplina. “O que é exigido dificulta o entendimento de um aluno mediano. Quem não tem como específica pode ser complicar, então não é necessário aplicar um nível de quem pode competir nessa área”, argumenta.

Para Manuela Vasconcellos, 17 anos, o momento é de recuperar o desempenho individual do ano anterior. “Os adiamentos da prova desestabilizaram um pouco, mas me sinto preparada”, disse.