{{channel}}
App estimula denúncias sobre focos de Aedes
Ferramenta criada por estudantes de bairro de Olinda teve cerca de 100 downloads em três dias
O desejo de criar uma comunidade consciente e precavida está ampliando os horizontes educacionais de alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Desembargador Renato Fonseca, no bairro de Jardim Brasil, em Olinda. Depois de realizar uma pesquisa e comprovar que as arboviroses estavam comprometendo o rendimento escolar dos alunos, em função de faltas recorrentes, eles criaram um aplicativo para estimular a comunidade de Jardim Brasil 1 e Jardim Brasil 2 a denunciar focos do Aedes aegypti. Em três dias, a plataforma teve cerca de 100 downloads. O aplicativo Caça ao Aedes aegypti em Jardim Brasil pode ser baixado no site app.vc/renatofonsecaemjardimbrasil. Na quinta-feira, entrará na loja virtual Google Store.
A ideia nasceu como uma continuidade do projeto iniciado ainda em 2014, quando um grupo de estudantes começou a perceber as salas vazias. Ao questionar a coordenação sobre o motivo, eles descobriram uma provável alta incidência de dengue, zika e chikungunya, as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, na região. Então, decidiram comprovar a hipótese e iniciaram uma coleta de dados nas ruas do entorno do colégio. Em um ano e meio, visitaram 150 casas e identificaram um aumento de 500% nos casos das doenças em suas comunidades. Em seguida, iniciaram um trabalho de conscientização com os moradores e alunos, ensinando a evitar os focos do mosquito vetor. Essa iniciativa foi mostrada em reportagem do Diario de Pernambuco.
A ação foi seguida de uma nova pesquisa, em que ficou comprovada uma redução de 67% no número de casos. Ao conversar com os moradores de Jardim Brasil 1 e 2, os alunos perceberam que podiam exercer um poder de influência sobre a comunidade. Neste semestre, motivados pela competição Ciência Jovem, que acontecerá em novembro, eles decidiram desenvolver o aplicativo.
O aluno do terceiro ano do ensino médio Jeovani Cipriano, 17 anos, encabeçou a ideia. Ele lembra que teve que aprender sobre apps rapidamente. “Não sabia nem como se fazia um aplicativo, mas passei duas semanas pesquisando, assistindo a aulas no YouTube”, conta.
Rapidez
Os alunos se comprometem a ir ao local denunciado dentro de até cinco dias. Se houver resistência ou não conseguirem entrar, acionam o poder público. Eles custearam toda a iniciativa. “A gente compra as luvas, os sacos de lixo, tudo com o nosso dinheiro, mas é gratificante ajudar a população onde o poder público não chega e perceber que conseguimos mudar a realidade do bairro”, garantiu Jeovani.
A ideia nasceu como uma continuidade do projeto iniciado ainda em 2014, quando um grupo de estudantes começou a perceber as salas vazias. Ao questionar a coordenação sobre o motivo, eles descobriram uma provável alta incidência de dengue, zika e chikungunya, as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, na região. Então, decidiram comprovar a hipótese e iniciaram uma coleta de dados nas ruas do entorno do colégio. Em um ano e meio, visitaram 150 casas e identificaram um aumento de 500% nos casos das doenças em suas comunidades. Em seguida, iniciaram um trabalho de conscientização com os moradores e alunos, ensinando a evitar os focos do mosquito vetor. Essa iniciativa foi mostrada em reportagem do Diario de Pernambuco.
A ação foi seguida de uma nova pesquisa, em que ficou comprovada uma redução de 67% no número de casos. Ao conversar com os moradores de Jardim Brasil 1 e 2, os alunos perceberam que podiam exercer um poder de influência sobre a comunidade. Neste semestre, motivados pela competição Ciência Jovem, que acontecerá em novembro, eles decidiram desenvolver o aplicativo.
O aluno do terceiro ano do ensino médio Jeovani Cipriano, 17 anos, encabeçou a ideia. Ele lembra que teve que aprender sobre apps rapidamente. “Não sabia nem como se fazia um aplicativo, mas passei duas semanas pesquisando, assistindo a aulas no YouTube”, conta.
Rapidez
Os alunos se comprometem a ir ao local denunciado dentro de até cinco dias. Se houver resistência ou não conseguirem entrar, acionam o poder público. Eles custearam toda a iniciativa. “A gente compra as luvas, os sacos de lixo, tudo com o nosso dinheiro, mas é gratificante ajudar a população onde o poder público não chega e perceber que conseguimos mudar a realidade do bairro”, garantiu Jeovani.