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Campanha para recuperação de usuários de drogas conquista população no Centro do Recife
Ação aconteceu dentro das atividades do Dia Municipal de Combate às Drogas
Com apenas 21 anos e muitos sonhos na bagagem, David decidiu pedir ajuda. Há oito meses, o jovem começou a fumar maconha, por influência de amigos, lembrou. Desde então, a boa relação que tinha com a família foi substituída por brigas constantes e ele se tornou dependente da droga. David abandonou as atividades que gostava e diz que perdeu o sentido da sua vida. Sem conseguir manter uma boa relação com a mãe e os dois irmãos, saiu de casa há uma semana e foi morar na rua, mas a saudade da família e a vontade de superar essa fase foi o despertar de David. “Esse mundo não é pra mim não. Eu estudo, faço versos, componho músicas. Quero sair dessa e trabalhar com música”, conta o jovem. Na manhã desta sexta-feira, David escolheu um novo caminho: iniciou o tratamento para dependentes químicos no Núcleo de Recuperação da Associação Oásis da Liberdade (AOL).
A oportunidade de pedir ajuda veio através da campanha do Dia Municipal de Combate às Drogas, realizada pela AOL na Praça da Independência, a Pracinha do Diário, no centro do Recife. Os usuários e familiares que estiveram no local receberam orientações, conselhos e atendimento ambulatorial da equipe. Os que tiveram interesse iniciaram o tratamento no mesmo dia, passando por exames na Policlínica Gouveia de Barros, no bairro da Boa Vista, no Recife.
O tratamento da ONG dura cerca de seis meses e além de tratar a dependência, desenvolve a retomada do vínculo familiar e a reinserção no mercado de trabalho e na sociedade. David, que iniciou o tratamento ontem, sonha com o dia em que vai voltar para casa já recuperado e conseguir lutar pelo seu obejtivo na música. “Não quero voltar pra casa agora, vou buscar uma ajuda primeiro. Tenho que sair dessa para poder conseguir uma vida boa”, afirma.
A campanha conta com psicólogos, assistentes sociais, apresentações culturais dos grupos atendidos pelo núcleo de prevenção e panfletagem. Além disso, a novidade está no Expresso da Liberdade, um consultório itinerante que permite levar atendimento ambulatorial mais reservado para o usuário, evitando constrangimento para aqueles que antes tinham vergonha em recorrer à ONG para pedir ajuda. “O nosso objetivo é conscientizar sobre as consequências causadas pelas drogas e ajudar os usuários a abandoná-la. Se cada um de nós fizermos a nossa parte, conseguiremos desacelerar o crescimento das drogas”, afirma Adriana Eustáquio, coordenadora da ONG.
Adriana lembra ainda da importância do papel da família para a prevenção das drogas. “O diálogo é fundamental. Os pais tratarem com os filhos sobre as consequências das drogas vai blindar a criança e o adolescente de se envolver por falta de informação”, explica. O ônibus está em ação há cerca de um mês, e já esteve em ações no Pina, em Bola na Rede, em Campo Grande e estará neste sábado no bairro de Engenho do Meio.
Oásis da Liberdade
A Associação Oásis da Liberdade existe há 22 anos e surgiu com a necessidade de tirar as crianças dependentes da cola da rua. Hoje a associação estende o atendimento com a proposta de conscientização, resgate e reinserção dos usuários, por meio de gurpos culturais, atendimentos ambulatoriais e comunidades terapêuticas. Após os seis meses de tratamento na Clínica de Recuperação, os pacientes passam ainda por mais seis meses de acompanhamento psicológico e ambulatorial semanalmente. Além disso, a ONG busca parcerias com empresas para garantir a reinserção no mercado de trabalho.
A oportunidade de pedir ajuda veio através da campanha do Dia Municipal de Combate às Drogas, realizada pela AOL na Praça da Independência, a Pracinha do Diário, no centro do Recife. Os usuários e familiares que estiveram no local receberam orientações, conselhos e atendimento ambulatorial da equipe. Os que tiveram interesse iniciaram o tratamento no mesmo dia, passando por exames na Policlínica Gouveia de Barros, no bairro da Boa Vista, no Recife.
O tratamento da ONG dura cerca de seis meses e além de tratar a dependência, desenvolve a retomada do vínculo familiar e a reinserção no mercado de trabalho e na sociedade. David, que iniciou o tratamento ontem, sonha com o dia em que vai voltar para casa já recuperado e conseguir lutar pelo seu obejtivo na música. “Não quero voltar pra casa agora, vou buscar uma ajuda primeiro. Tenho que sair dessa para poder conseguir uma vida boa”, afirma.
A campanha conta com psicólogos, assistentes sociais, apresentações culturais dos grupos atendidos pelo núcleo de prevenção e panfletagem. Além disso, a novidade está no Expresso da Liberdade, um consultório itinerante que permite levar atendimento ambulatorial mais reservado para o usuário, evitando constrangimento para aqueles que antes tinham vergonha em recorrer à ONG para pedir ajuda. “O nosso objetivo é conscientizar sobre as consequências causadas pelas drogas e ajudar os usuários a abandoná-la. Se cada um de nós fizermos a nossa parte, conseguiremos desacelerar o crescimento das drogas”, afirma Adriana Eustáquio, coordenadora da ONG.
Adriana lembra ainda da importância do papel da família para a prevenção das drogas. “O diálogo é fundamental. Os pais tratarem com os filhos sobre as consequências das drogas vai blindar a criança e o adolescente de se envolver por falta de informação”, explica. O ônibus está em ação há cerca de um mês, e já esteve em ações no Pina, em Bola na Rede, em Campo Grande e estará neste sábado no bairro de Engenho do Meio.
Oásis da Liberdade
A Associação Oásis da Liberdade existe há 22 anos e surgiu com a necessidade de tirar as crianças dependentes da cola da rua. Hoje a associação estende o atendimento com a proposta de conscientização, resgate e reinserção dos usuários, por meio de gurpos culturais, atendimentos ambulatoriais e comunidades terapêuticas. Após os seis meses de tratamento na Clínica de Recuperação, os pacientes passam ainda por mais seis meses de acompanhamento psicológico e ambulatorial semanalmente. Além disso, a ONG busca parcerias com empresas para garantir a reinserção no mercado de trabalho.