° / °

PM monta esquema de segurança por conta da paralisação dos rodoviários

Por

Duas situações podem ser vistas claramente nas ruas e terminais de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR): a ausência dos ônibus e a presença da polícia. A Polícia Militar de Pernambuco montou um esquema especial para garantir a segurança dos usuários durante a paralisação dos rodoviários, iniciada à zero hora desta terça-feira.

Viaturas dos batalhões e do Gati estão circulando nas vias e também paradas nos terminais de passageiros, que tiveram a segurança reforçada como a equipe de reportagem do Diario de Pernambuci pode perceber, por exemplo, nos terminais do Barro e Macaxeira.
[SAIBAMAIS]
No terminal de Joana Bezerra, por exemplo, quatro seguranças contratados estão realizando a organização das filas. "Estamos com o apoio da Polícia Militar em todos os terminais", garante André Melibeu, diretor de operações do Grande Recife Consórcio de Transportes.

Na Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife, viaturas da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) foram posicionadas nas esquinas da via para agir em caso de protestos. Apesar das filas, os passageiros estão embarcando.

Por volta das 9h, os grevistas deverão radicalizar o movimento, realizando diversas oaralisações em pontos espallhados pelas cidades. A informação foi divulgada por Aldo Lima, membro da Central Sindical Popular - CSP Conlutas e representante da executiva estadual da central, apontado pela classe como articulador da paralisação.

Neste horário, os motoristas deverão parar os coletivos nas ruas, como aconteceu no dia três de julho, numa mobilização relâmpago travou o trânsito no Recife, principalmente nas avenidas Conde da Boa Vista e Guararapes, pegando de surpresa sindicalistas e passageiros, que ficaram sem transporte por cerca de três horas. Aldo Lima deve se pronunciar sobre a mobilização em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife (Simpere), na Avenida Visconde de Suassuna, bairro da Boa Vista, no Recife. Ele adiantou que a categoria compareceu às garagens para cumprir a determinação do Tribunal Regional do Trabalho em garantir 70% da frota de ônibus circulando nos horário de pico, mas que a classe patronal estaria descumprindo a medida e também utilizando mão de obra terceirizada. "Os patrões estão cometendo duas irregularidades", acrescentou.