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Área incendiada é alvo de disputa

Uso de terreno onde se localizava a Favela do Plástico é reivindicado por igreja, que deseja construir centro de atividades sociais

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A Favela do Plástico, em Campo Grande, foco de um incêndio que destruiu 200 barracos na última segunda-feira, ocupava um terreno de 12 mil metros quadrados alvo de uma questão judicial desde 2010.
[SAIBAMAIS]
De um lado, a construtora Plínio Cavalcanti alega que tem a posse da área desde 1985, obtida junto à União, e que teria doado a mesma, em 2010, para a Igreja Batista de Campo Grande construir a Fundação Sementes de Esperança. O projeto prevê a oferta de cursos profissionalizantes, abrigo para idosos e creche para receber as crianças de comunidades vizinhas. Desde então, a Igreja Batista espera na Justiça o resultado final da ação de reintegração de posse, impetrado pela construtora no dia seguinte à ocupação do terreno.

O governo do estado, no entanto, alega que o terreno é da União e que entrou na Justiça para conseguir a cessão de uso do mesmo. De acordo com a Secretaria Estadual de Habitação, o objetivo é construir um habitacional para os antigos moradores da favela.

Em meio ao processo judicial, o pastor presidente da Igreja Batista em Campo Grande, Francisco Dias, disse que cedeu o templo para receber donativos para os desabrigados do incêndio e depois entregá-los ao Iasc. “Já procuraram a igreja pessoas de todos os bairros adjacentes e até dos bairros de Rio Doce, Salgadinho e Águas Compridas, em Olinda. Desejamos tanto uma moradia definitiva para os que tudo perderam, quanto a reintegração da terra para que possamos transformar o lugar em uma terra que produza sementes de esperança na vida de milhares de pessoas”, destacou o pastor.

As chamas que destruíram a comunidade teriam começado durante a brincadeira de uma criança com um palito de fósforo.