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Em Manaus, Bolsonaro diz que estará 'onde o povo estiver' no dia 7 de setembro

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Durante uma cerimônia de entrega de moradias populares em Manaus (AM), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que estará “onde o povo estiver” no feriado nacional do dia 7 de setembro, dia da independência do país. 

A afirmação desta quarta-feira (18) é feita apenas um dia depois do general e ministro da Defesa, Walter Braga Netto, afirmar que Bolsonaro determinou o cancelamento do tradicional desfile militar na Esplanada dos Ministérios, devido à Covid-19. O ato será substituído por uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional.

"Com relação à 7 de setembro, eu até pedi para passar a orientação, uma nota que eu passei para os comandantes (das Forças Armadas). A determinação, inclusive, foi do próprio presidente da República”, afirmou Braga Netto. 

A construção das 500 residências entregues hoje iniciaram no âmbito do Minha Casa Minha Vida, programa substituído pelo Casa Verde e Amarela durante o atual governo, substituindo o nome anterior, associado ao seu maior rival político, o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. atual chefe do Executivo Nacional entregou as chaves das habitações populares a seus novos moradores e, durante seu discurso, apesar de reconhecer o aumento da inflação no país, atribuiu a culpa aos governadores enquanto tentava se isentar de responsabilidade pelo aumento dos preços. 

"Sabemos que a inflação está batendo na porta de vocês", disse aos presentes. Hoje muitos reclamam, com razão, do preço do botijão de gás. Realmente, é um absurdo. Se chega a R$ 130, a responsabilidade não é do governo federal. Também reclamam, com razão, do preço da gasolina. Se está R$ 6, R$ 7 o litro, vamos ver quem está sendo o vilão nessa história. Não é o governo federal", completou Bolsonaro.

O mandatário destacou iniciativas de redução de impostos como um "compromisso com os mais humildes", e prometeu manter essa política, apesar da situação fiscal do país. "Pensar nos mais humildes é zerar impostos, não aumentar impostos", afirmou. Em seguida, Bolsonaro comparou a atual crise a "problemas particulares de qualquer pessoa".

Aglomeração

Como sempre, Bolsonaro provocou aglomerações cumprimentando apoiadores pelo caminho até o local da solenidade. Sem máscara, distribuiu apertos de mãos e fez fotos com o rosto próximo aos de seus simpatizantes.

O pastor líder da igreja Assembleia de Deus, Silas Malafaia, estava presente e subiu ao púlpito, onde endossou ataques do presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Supremo poder é o povo, não é caneta de ministro de STF. E ninguém vai tirar um presidente legítimo, com o voto do povo, na caneta", declarou. Em seguida, disse que prevê, de forma profética, "tempo de bênção e prosperidade".

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, ressaltou a fé cristã de Bolsonaro e atacou a imprensa, assim como o chefe do Turismo, Gilson Machado.
 
*Com informações do Estado de Minas