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Maia afirma que vai lutar contra aprovação de projeto que inviabiliza o Uber

A ideia seria transformar o transporte privado em serviço público

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Segundo ele, não se deveria restringir o Uber, nem o Táxi, preservando, assim, o interesse da sociedade, que utiliza os dois sistemas. Foto: Fernanda Carvalho
 

O presidente da Câmara Rodrigo Maia se mostrou em desacordo ao rumo que  tomou o projeto de lei aprovado na última terça-feira sobre o funcionamento de aplicativos de transporte urbano com o Uber, aprovado em caráter de urgência solicitado pelo próprio deputado.Segundo ele, não se deveria restringir o Uber, nem o Táxi, preservando, assim, o interesse da sociedade, que utiliza os dois sistemas.               

De acordo com as duas emendas que agora fazem parte do projeto, os municípios teriam poderes ampliados para regular o funcionamento desse tipo de serviço, transformando a iniciativa privada em um serviço público. 

O projeto de lei foi apresentado pela primeira vez em junho de 2016 por intermedio dos deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Luiz Carlos Ramos (PTN-RJ), Osmar Serragli (PMDB-PR), Renata Abreu (PTN-SP), Laudivio Carvalho (SD-MG) e Rôney Nemer (PP-DF). No texto afirmava que medidas precisavam ser tomadas acerca do transporte "clandestino", que concorriam ilegalmente com os táxis e chegavam a ser responsáveis por causarem "insegurança aos consumidores". 

Em nota, a empresa Uber criticou duramente o projeto:

"É importante frisar que o PL 5587/16 propõe uma lei retrógrada que não regula a Uber no Brasil, mas tenta transformá-la em táxi, proibindo então este modelo de mobilidade. O PL segue agora para o Senado Federal, onde o debate sobre a tecnologia deve continuar, garantindo que seja ouvida a voz de milhões de pessoas no Brasil que desejam ter seu direito de escolha assegurado"