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França é afetada por inúmeros protestos e paralisações
Nesta quinta-feira (23), mais de 300 manifestações contra as alterações nas regras da previdência social atingem toda a França, principalmente em Paris e nas principais cidades do país. Esta é a nona mobilização contra a reforma que o governo do presidente francês Emmanuel Macron conseguiu passar sem a votação na Assembleia Nacional.
Para hoje, as autoridades francesas mobilizaram 12 mil agentes policiais e estimam que as concentrações envolvam até 800 mil pessoas, mas as centrais sindicais e outras organizações estão apelando a uma ‘mobilização massiva’.
Os protestos já acontecem há dois meses e são marcados ainda por diversos registros de confrontos entre manifestantes e polícias. As paralisações afetam, sobretudo, os setores de energia, refinarias, transportes, educação e recolhimento de resíduos. A greve dos controladores aéreos também obrigou ao cancelamento de 30% dos vôos no aeroporto de Orly (Paris) e 20% nos de Marselha, Toulouse e Lyon.
Apesar de o Governo ter imposto o retorno ao trabalho a alguns funcionários nos depósitos de combustível, cresce o número de postos sem abastecimento. Na capital, continua a greve na coleta de lixo que se prolonga há mais de duas semanas, com milhares de toneladas de resíduos urbanos acumulados nas ruas e as centrais de incineração parisienses paradas.