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Finlândia diz que a guerra mostrou que UE não é forte o suficiente
Nesta sexta-feira (2), a premiê da Finlândia, Sanna Marin, em visita à Austrália, disse que a invasão e ocupação da Ucrânia expuseram as fraquezas e erros estratégicos da União Europeia ao lidar com a Rússia. "Tenho de ser muito honesta, a Europa não é suficientemente forte. Neste momento, estaríamos em apuros sem os Estados Unidos", disse Marin.
A primeira-ministra finlandesa declarou ainda que Kiev precisa ser ajudada em todos os sentidos, sublinhando que os EUA desempenham um papel central no fornecimento de armas, dinheiro e cooperação humanitária necessários para combater o avanço da Rússia. "Temos de garantir que também reforçamos estas capacidades em termos de defesa europeia, indústria de defesa europeia e que podemos lidar com diferentes tipos de situações", acrescentou.
A líder da Finlândia também criticou as políticas anteriores da União Europeia (UE), quando o bloco europeu devia ter ouvido os Estados-membros que faziam parte da antiga União Soviética.
Desde que aderiram à UE em 2004, países como a Estônia e a Polônia instavam outros membros do bloco a adotar uma linha mais dura em relação ao presidente russo Vladimir Putin, uma posição evitada pela França, Alemanha, Itália e Grécia, que favoreciam o estreitamento dos laços econômicos com o Kremlin. "Durante muito tempo, a Europa construiu uma estratégia em relação à Rússia para reforçar as nossas relações econômicas, para comprar energia. Pensamos que isto evitaria uma guerra, mas esta abordagem acabou por se mostrar totalmente errada. Eles não se importam com laços econômicos, não se importam com sanções. Eles não querem saber de nada disso”, concluiu Marin.