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Forças curdas e árabes bloqueiam na Síria principal rota do EI à Turquia
"Os terroristas do EI estão agora completamente sitiados (em Manbji) e sem saída", tuítou Brett McGurk, representante dos Estados Unidos na coalizão anti-EI
A principal rota de abastecimento do grupo Estado Islâmico (EI) entre Síria e Turquia ficou bloqueada depois que as forças curdas e árabes cercaram completamente a cidade de Manbij, um duro golpe para os jihadistas.
No plano humanitário, os habitantes de Daraya receberam ajuda alimentar internacional pela primeira vez desde que o regime de Bashar al-Assad sitiou a cidade em 2012.
Neste complexo conflito, que arrasa a Síria há mais de cinco anos, o cerco se fecha sobre o EI, grupo extremista mais temido do mundo e responsável por terríveis atrocidades no Iraque e na Síria, bem como mortíferos atentados em todo o mundo.
Nesta sexta, a coalizão árabe-curda das Forças Democráticas Sírias (FDS) cortou "a última rota entre Manbij e a fronteira turca nesta manhã", disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma grande rede de fontes em todo o país.
"Os terroristas do EI estão agora completamente sitiados (em Manbji) e sem saída", tuítou Brett McGurk, representante dos Estados Unidos na coalizão anti-EI.
Manbij era o cruzamento estratégico na principal rota de abastecimento de combatentes, armas e dinheiro para o EI entre Turquia e Raqa (norte), capital de fato dos jihadistas na Síria.
O Estado Islâmico ainda controla uma faixa da fronteira com a Turquia e rotas secundárias, de acesso mais difícil e perigoso, acrescentou Abdel Rahman.
Desde que lançaram sua ofensiva em 31 de maio, as FDS, apoiadas pelos ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos, cortaram as rotas que ligam Manbji às zonas controladas pelo EI na Síria, as de Jarablus, ao norte, a de Raqa, a capital dos extremistas no sudeste, a de Al Baba, ao sudoeste, e finalmente a que leva à fronteira de Al Rai, ao noroeste.
"Para que os jihadistas cheguem de Raqa à fronteira turca, devem passar agora por uma rota mais perigosa para eles devido à proximidade das tropas do regime sírio e dos bombardeios russos", explicou.
Milhares de habitantes fugiram de Manbij quando os jihadistas, que expulsaram suas famílias, se entrincheiraram para defender a cidade, segundo o OSDH.
Comboio de ajuda
No início desta semana, o comando militar americano para o Oriente Médio indicou que a ofensiva de Manbij formava parte dos esforços dirigidos a "expulsar o Daesh (acrônimo do EI em árabe) da fronteira turca" e "a limitar a chegada de combatentes estrangeiros e minimizar a ameaça do Daesh contra a Turquia, a Europa e os Estados Unidos".
O EI enfrenta há semanas na Síria as ofensivas das FDS e as das tropas do regime de Bashar al-Assad, apoiadas pela aviação russa.
As múltiplas ofensivas ilustram a determinação dos russos e dos americanos, que apoiam atores diferentes do conflito, de unir seus esforços na luta contra o EI, grupo ultrarradical responsável por terríveis atrocidades cometidas na Síria e no vizinho Iraque, assim como de mortíferos atentados em todo o mundo.
Além disso, um comboio de ajuda humanitária com comida entrou na noite de quinta-feira em Daraya pela primeira vez desde que o regime sírio começou, em 2002, o cerco a esta cidade rebelde próxima a Damasco, anunciou à AFP Tammam Mehrez, diretor de operações do Crescente Vermelho sírio.
Damasco sempre se recusou a deixar entrar alimentos em Daraya, uma das primeiras cidades que se revoltaram contra o regime.
Nesta sexta-feira, um dia após a chegada da ajuda, um avião sírio lançou mais de 20 barris de explosivos sobre a cidade, de acordo com o OSDH e militantes.
"A distribuição não começou por causa dos bombardeios", disse à AFP Shadi Matar, um ativista antigoverno.
Cerca de 8.000 pessoas, de acordo com o OSDH e o conselho local, e 4.000, segundo a ONU, ainda vivem nesta cidade e muitas estão subnutridas. A ONU estima que cerca de 592.700 pessoas vivem nas 19 áreas e cidades sob cerco. Em algumas, como Madaya, a fome tem matado civis.
No plano humanitário, os habitantes de Daraya receberam ajuda alimentar internacional pela primeira vez desde que o regime de Bashar al-Assad sitiou a cidade em 2012.
Neste complexo conflito, que arrasa a Síria há mais de cinco anos, o cerco se fecha sobre o EI, grupo extremista mais temido do mundo e responsável por terríveis atrocidades no Iraque e na Síria, bem como mortíferos atentados em todo o mundo.
Nesta sexta, a coalizão árabe-curda das Forças Democráticas Sírias (FDS) cortou "a última rota entre Manbij e a fronteira turca nesta manhã", disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma grande rede de fontes em todo o país.
"Os terroristas do EI estão agora completamente sitiados (em Manbji) e sem saída", tuítou Brett McGurk, representante dos Estados Unidos na coalizão anti-EI.
Manbij era o cruzamento estratégico na principal rota de abastecimento de combatentes, armas e dinheiro para o EI entre Turquia e Raqa (norte), capital de fato dos jihadistas na Síria.
O Estado Islâmico ainda controla uma faixa da fronteira com a Turquia e rotas secundárias, de acesso mais difícil e perigoso, acrescentou Abdel Rahman.
Desde que lançaram sua ofensiva em 31 de maio, as FDS, apoiadas pelos ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos, cortaram as rotas que ligam Manbji às zonas controladas pelo EI na Síria, as de Jarablus, ao norte, a de Raqa, a capital dos extremistas no sudeste, a de Al Baba, ao sudoeste, e finalmente a que leva à fronteira de Al Rai, ao noroeste.
"Para que os jihadistas cheguem de Raqa à fronteira turca, devem passar agora por uma rota mais perigosa para eles devido à proximidade das tropas do regime sírio e dos bombardeios russos", explicou.
Milhares de habitantes fugiram de Manbij quando os jihadistas, que expulsaram suas famílias, se entrincheiraram para defender a cidade, segundo o OSDH.
Comboio de ajuda
No início desta semana, o comando militar americano para o Oriente Médio indicou que a ofensiva de Manbij formava parte dos esforços dirigidos a "expulsar o Daesh (acrônimo do EI em árabe) da fronteira turca" e "a limitar a chegada de combatentes estrangeiros e minimizar a ameaça do Daesh contra a Turquia, a Europa e os Estados Unidos".
O EI enfrenta há semanas na Síria as ofensivas das FDS e as das tropas do regime de Bashar al-Assad, apoiadas pela aviação russa.
As múltiplas ofensivas ilustram a determinação dos russos e dos americanos, que apoiam atores diferentes do conflito, de unir seus esforços na luta contra o EI, grupo ultrarradical responsável por terríveis atrocidades cometidas na Síria e no vizinho Iraque, assim como de mortíferos atentados em todo o mundo.
Além disso, um comboio de ajuda humanitária com comida entrou na noite de quinta-feira em Daraya pela primeira vez desde que o regime sírio começou, em 2002, o cerco a esta cidade rebelde próxima a Damasco, anunciou à AFP Tammam Mehrez, diretor de operações do Crescente Vermelho sírio.
Damasco sempre se recusou a deixar entrar alimentos em Daraya, uma das primeiras cidades que se revoltaram contra o regime.
Nesta sexta-feira, um dia após a chegada da ajuda, um avião sírio lançou mais de 20 barris de explosivos sobre a cidade, de acordo com o OSDH e militantes.
"A distribuição não começou por causa dos bombardeios", disse à AFP Shadi Matar, um ativista antigoverno.
Cerca de 8.000 pessoas, de acordo com o OSDH e o conselho local, e 4.000, segundo a ONU, ainda vivem nesta cidade e muitas estão subnutridas. A ONU estima que cerca de 592.700 pessoas vivem nas 19 áreas e cidades sob cerco. Em algumas, como Madaya, a fome tem matado civis.