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Abdeslam confessou a cúmplices participação nos ataques em Paris

De acordo com o relato, na viagem para a Bélgica, Abdeslam, estava "tenso", dizia que planejava vingar-se pela morte do irmão

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O belga Salah Abdeslam, alvo de um mandado de prisão por suspeita de envolvimento nos atentados de Paris, confessou aos cúmplices que o ajudaram a fugir que participou do assassinato das 130 pessoas, informou hoje (23) o jornal Le Parisien. %u201CDisse ter estado em um carro e ter usado uma arma kalashnikov para matar pessoas%u201D, contou um dos dois cúmplices, que foram detidos e acusados de %u201Cassassinato e participação em atividades de uma organização terrorista%u201D. Abdeslam acrescentou que deixou propositadamente num carro abandonado o documento de identidade do seu irmão Brahim, que fez parte do chamado %u2018comando das esplanadas%u2019, para que fosse conhecido em todo o mundo. De acordo com o relato, na viagem para a Bélgica, Abdeslam, de 26 anos, estava %u201Ctenso%u201D, dizia que planejava vingar-se pela morte do irmão e que %u201Cos franceses iam torturá-lo%u201D se o capturassem. O fugitivo comprou roupa em um supermercado, arranjou um novo celular e raspou o cabelo depois de ter tentado, sem sucesso, pintá-lo num cabeleireiro, acrescenta o Le Parisien. O diário informa ainda que Abdeslam não foi para o seu bairro de Molenbeek, em Bruxelas, tendo pedido que o conduzissem a Schaerbeerk, nos subúrbios da capital belga, onde o esperava uma terceira pessoa. Ele se despediu dizendo que não voltariam a vê-lo. Os atentados do dia 13 de novembro em Paris, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, deixaram 130 mortos e centenas de feridos.