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Britânico deportado acusa China de maus-tratos na prisão

Humphrey e sua esposa Yu Yingzeng, de origem chinesa e nacionalizada americana, também deportada, foram condenados por violação das leis chinesas

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O investigador Peter Humphrey é julgado em Xangai. Foto: Johannes Eisele/AFP

Londres - Um investigador particular britânico que acaba de ser libertado após quase dois anos de prisão na China disse que foi pressionado para assinar uma confissão, algo que as autoridades chinesas negaram, informou a BBC nesta quinta-feira.

"Fui pressionado constantemente na prisão para que assinasse uma coisa que chamam de admissão de culpa e uma declaração de arrependimento", disse Peter Humphrey, que foi deportado ao Reino Unido na quarta-feira. "Não assinei estes documentos porque nunca admiti ter cometido este crime... Em resposta, tentaram forçar a confissão freando o atendimento médico de minha doença de próstata", disse.

Lu Kang, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, negou as acusações em uma coletiva de imprensa em Pequim nesta quinta-feira. "As autoridades chinesas competentes realizaram suas funções de acordo com a lei. Protegemos seus direitos e interesses legítimos", disse Lu.

Humphrey e sua esposa Yu Yingzeng, de origem chinesa e nacionalizada americana, também deportada, foram condenados por violação das leis chinesas sobre a vida privada quando trabalhavam no país por conta da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK).

Os dois investigadores foram acusados de obter ilegalmente, por meio de fotos roubadas e vigilância, informações pessoais como endereços, detalhes de viagens e de títulos de propriedade. O casal havia sido contratado para investigar a origem de um vídeo de conteúdo sexual envolvendo Mark Reilly, o maior responsável da GSK na China.

Pouco depois, o grupo farmacêutico britânico passou a ser investigado por corrupção dentro de uma vasta operação policial que lhe custou uma multa de 3 bilhões de iuanes (432 milhões de euros no câmbio atual).