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Saúde é tema de 523 mil processos judiciais no país, diz ministro do STJ
Atualmente, ao menos 523 mil ações abordando questões da saúde tramitam no Judiciário brasileiro. Entre as principais reivindicações estão o uso de medicamentos e a garantia de acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As informações foram dadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcos Buzzi, durante o debate “Saúde Suplementar: Jurisprudência e Perspectivas”, do Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA), que acontece nesta segunda-feira (27/3).
Ainda de acordo com o magistrado, essa demanda cresceu 123% em 10 anos, num contexto mitigado pela criação do Núcleo de Apoio Técnico ao Judiciário para a Saúde (Nat-Jus).
O Nat-Jus é “um ambiente de evidências científicas, com profissionais de saúde para fornecer respaldo técnico para atestar emergências e embasar decisões”, explicou Buzzi.
A judicialização de questões de saúde é um dos efeitos esperados pela derrubada do rol taxativo, no ano passado, no Congresso Nacional. O Senado aprovou, em agosto, um projeto de lei que obriga planos de saúde a cobrirem tratamentos não previstos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), colocando fim ao chamado “rol taxativo” (PL 2.033/2022).