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Após morte de religioso, Justiça adia audiência de acusados de desvios de verbas
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) decidiu adiar audiência de religiosos acusados de desviar mais de R$ 2 milhões dos cofres da Diocese de Formosa. O pedido partiu da defesa, que justificou a solicitação com a morte de um dos réus, o vigário-geral de Formosa, Epitácio Cardozo Pereira, 69 anos. Ele estava internado desde o início do mês em Aparecida de Goiânia (GO) e morreu nessa quinta-feira (28/3), devido a uma infecção generalizada.
Mais de um anos após a deflagração da Operação Caifás, essa seria a primeira vez que os réus seriam interrogados pela Justiça. A próxima sessão está marcada para acontecer em 28 de junho, no Tribunal do Júri de Formosa. Até o momento, apenas testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas. Os promotores à frente do caso não se opuseram à solicitação dos defensores.
Após a deflagração da operação, nove dos 11 réus permaneceram presos por quase 30 dias. Eles conseguiram liberdade após a terceiratentativa de Habeas Corpus, concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). No entanto, permanecem sob medidas cautelares e estão impedidos de deixar o país, sem autorização judicial, obrigados a comparecer aos encontros na Justiça e a obedecer ao toque de recolher às 22h.
Por duas vezes, a defesa do bispo dom José Ronaldo Ribeiro, apontada como chefe do esquema, tentou liberação das medidas cautelaresimpostas a ele em tribunais superiores. Ambas medidas foram negadas, uma no Supremo Tribunal Federal (STF) e outra no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os defensores ainda entraram com novo recurso no STJ para tentar tirar a competência do processo do TJGO e levá-lo a nível federal. O juiz à frente do caso e o Ministério Público avaliam a solicitação.
Operação Caifás
Deflagradas em 19 de março de 2018, a Operação Caifás investiga desvios milionários dos cofres da Igreja Católica. A suspeita é de que os réus tenham desviado verba arrecadada de casamentos, batizados e de outros eventos promovidos pelas 33 paróquias vinculadas à Diocese de Formosa. Eles teriam adquirido veículos, propriedades e joias com as irregularidades.