{{channel}}
Em Petrolina, chuvas causam prejuízos para produtores de uvas
As intensas chuvas que caíram de form ininterrupta em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, na última segunda-feira (28), causaram inúmeros prejuízos a produtores de uva com a derrubada de parreiras e enormes perdas da fruta.
No perímetro de irrigação mais prejudicado, localizado no projeto Senador Nilo Coelho, o pequeno produtor Pedrão Romualdo, lamentou a situação do seu lote após a chuva derrubar um parreiral com mais de 1,5 hectare de uvas que seriam colhidas na próxima segunda-feira (5). Outro produtor do Nilo Coelho, Augusto Prado, precisou arregaçar as mangas ao ver a safra comprometida. No dia seguinte a chuva, o trabalho era na tentiva de levantar um parreiral de um hectare que a chuva levou ao chão.
Além dos parreiras caídos, outra preocupação dos produtores é com a quantidade de frutas perecendo, sem ter como serem colhidas ou apodrecendo por conta das pragas e doenças que se estabelecem no período chuvoso. Segundo o produtor Cristino Guimarães Leite, caíram nestes dois dias mais de 50mm sobre os pomares acostumados com uma irrigação controlada. "Muitos fruticultores ainda nem tinham calculado direito os prejuízos com os 300 mm de chuvas que castigaram o Vale do São Francisco no último mês de outubro", afirmou.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, cerca de 2 mil fruticultores, apenas no município de Petrolina-PE, contabilizaram prejuízos com as últimas chuvas. "Além do aumento das pulverizações para o combate de pragas e doenças e a execução do serviço de drenagem, o produtor de uva tem ainda que investir em cobertura dos parreiras e comprometer boa parte dos ganhos com as despesas de pessoal e os aumentos constantes do preço dos insumos agrícolas", observou.
De acordo com o aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), até esta sexta-feira (2), Petrolina está entre as regiões pernambucanas que seguem sendo afetadas por chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, além de ventos intensos (60-100 km/h).