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Missão: Soso tenta deixar sua identidade no Sport por arrancada pelo acesso na Série B

Treinador completa uma semana no cargo e ainda busca dar cara ao elenco

Por Gabriel Farias

Mariano Soso, técnico do Sport

Mariano Soso completou uma semana à frente do Sport em um momento no qual o clube precisa mais do que apenas resultados. Depois da derrota por 2 a 1 para o CRB, na última terça-feira (15), o treinador ganhou dias de trabalho antes do duelo diante do Juventude, no sábado (19). É a grande oportunidade para o argentino começar a colocar no time uma identidade diferente daquela apresentada ao longo da temporada.

Soso assumiu o Sport em meio a uma campanha de altos e baixos e encontrou uma equipe ainda tentando se estabelecer na disputa pelo acesso. Com 41 pontos, o Leão ocupa a nona colocação da Série B e precisa diminuir a distância para o G-6 na reta final. A derrota em Maceió, além de representar a perda de um confronto direto, expôs novamente problemas de comportamento.

Time de energia e imposição

Uma das características de Mariano Soso é a maneira enérgica como conduz suas equipes. O argentino costuma buscar um futebol mais incisivo, com intensidade e ocupação ofensiva, tentando fazer o time jogar mais próximo do campo adversário. É um perfil que pode mudar a dinâmica de um Sport que, em diferentes momentos da temporada, apresentou dificuldades para manter intensidade e competitividade durante os 90 minutos.

A mudança, porém, não passa apenas por colocar mais jogadores no ataque. Um time mais agressivo precisa estar preparado para reagir quando perde a bola e, principalmente, não pode oferecer espaços ao adversário. Foi justamente esse tipo de problema que apareceu contra o CRB. O Sport teve momentos de posse e controle territorial, mas voltou a sofrer com a falta de contundência.

A torcida espera um Sport mais para frente, mais intenso e disposto a assumir o protagonismo na Ilha, mas também precisa enxergar uma equipe mais equilibrada defensivamente. A mudança de comportamento precisa caminhar junto com ajustes táticos para que os mesmos erros não continuem custando pontos importantes.

Reforços podem mudar o desenho do time

Outro elemento importante para Soso é o elenco remodelado pela diretoria na reta final da janela de transferências. O Sport contratou 13 jogadores, e agora o treinador terá a missão de identificar quais dessas peças podem modificar o funcionamento da equipe, principalmente os últimos a desembarcar no Recife.

Patrick de Paula já teve seus primeiros minutos e marcou seu primeiro gol pelo clube justamente contra o CRB. O volante pode oferecer força física, condução e chegada ao ataque, características que podem ser exploradas por um treinador que busca maior intensidade no meio-campo.

Fernando Sobral também já estreou e chega com experiência de Série B e de competições nacionais.

Na defesa, Raí Lopes é outra alternativa para Soso. O lateral-esquerdo pode ampliar as possibilidades pelo corredor e dar ao treinador uma opção para modificar a saída de bola e a participação dos laterais na fase ofensiva.

No setor de ataque, Kervin Andrade representa uma alternativa, assim como Neto Pessoa.

Uma nova cara para a arrancada

O Sport chega ao duelo com o Juventude em uma posição que exige reação. Os 41 pontos colocam o Leão na nona colocação, e a margem para alcançar o G-6 passa necessariamente por uma sequência de resultados positivos. Não basta, portanto, vencer uma partida isolada. O clube precisa de uma arrancada.

A semana de trabalho pode ser pequena diante do tamanho do desafio, mas é significativa para um treinador que chegou no meio da competição e precisa implementar suas ideias rapidamente. Contra o Juventude, o torcedor terá a primeira oportunidade de observar de maneira mais clara qual Sport Soso pretende construir.

Um time mais agressivo, intenso e incisivo, mas também mais organizado e responsável sem a bola. Um time capaz de aproveitar os reforços e transformar as novas peças em soluções. E, principalmente, uma equipe que consiga sustentar sua postura durante os 90 minutos.gora 

Na reta final da Série B, a mudança de identidade precisa deixar de ser apenas uma expectativa. Para o Sport. Ela precisa aparecer dentro de campo.