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Na Ilha, o placar foi bom. O futebol, não!

Por Raphael Brasil

O lateral Claudinho e o atacante Perotti em ação pelo Sport

Goleada sofrida
O Sport venceu o América por 3x0 e dorme dentro do G6, mas o placar esconde mais uma atuação preocupante. O Leão ganhou, mas esteve longe de convencer. Foi um time sem imposição, pouco agressivo e que, depois de construir uma vantagem, passou a segunda etapa entregue à pressão do adversário. O gol de Claudinho, aos 12 minutos, após boa jogada de Juan Alano, deveria ter dado tranquilidade. Não deu. O Sport continuou permitindo espaços, especialmente pelo meio, onde a dupla de volantes mostrou fragilidade na marcação. Faltou intensidade, organização e, principalmente, disposição para jogar. O problema é que, com a vantagem, o Sport não controlou o jogo. Abdicou da bola e recuou demais. Aos 42, Clayson aproveitou um bom contra-ataque e fez 2x0. No início do segundo tempo, bola na trave e gol anulado por impedimento mostraram o tamanho do risco. A torcida, naturalmente, começou a perder a paciência. A irritação só acabou aos 50, quando Perotti, de pênalti, fechou o placar de 3x0. O Sport terminou goleando, o que é fundamental na luta pelo G6, mas não pode transformar um resultado positivo em maquiagem para problemas que continuam evidentes. O placar foi bom. O futebol, não.

A missão coral
O Tricolor entra em campo contra o Anápolis, sábado, sabendo exatamente o que precisa fazer e, principalmente, sabendo que a classificação ainda está muito mais próxima de suas mãos do que das mãos dos adversários. A vitória resolve tudo. Com 31 pontos, o Santa Cruz estará classificado para o quadrangular sem precisar olhar para nenhum outro jogo. É o cenário ideal. O empate também pode ser suficiente. Com 29 pontos e oito vitórias, o Santa precisa de, pelo menos, três resultados favoráveis entre sete confrontos envolvendo seus concorrentes diretos. Não é uma combinação simples, mas está longe de ser uma missão impossível.

O pior cenário
A derrota é, naturalmente, o pior cenário. O Santa permaneceria com 28 pontos e oito vitórias e precisaria de, pelo menos, três resultados favoráveis entre seis partidas. Ou seja, passaria a depender de uma combinação de resultados. Porém, há um elemento que não pode ser ignorado nessa análise: o desempenho do Santa Cruz como visitante. O Tricolor construiu um dos melhores aproveitamentos fora de casa nesta Série C.

Cuidado com o Anápolis
E isso ganha mais importância quando enfrenta um Anápolis que luta contra o rebaixamento. O adversário estará pressionado. Isso pode transformar a partida em um confronto aberto, com o Anápolis obrigado a se expor em determinados momentos. Para o Santa, pode significar espaços para explorar. Ao mesmo tempo, a necessidade do adversário aumenta o grau de dificuldade do jogo. A missão coral não é pequena. Mas também não é o bicho de sete cabeças que a tensão da última rodada pode sugerir.