Beto Lago: 'Vitória que coloca o Sport no G6 da Série B'
A vitória rubro-negra veio mais de lampejos individuais do que de um coletivo confiável
No G6
Vitória importante do Sport sobre o Ceará, que assim como o Leão estava invicto neste Brasileiro, por 2x0, na Ilha do Retiro. O resultado coloca o Leão no G6 da Série B e devolve parte da confiança após o tropeço diante do Fortaleza, pela Copa do Nordeste.
A escalação inicial refletia um pedido antigo da torcida, com Zé Lucas atuando como primeiro volante, numa tentativa clara de travar o meio de um adversário que cria muito. Até os 30 minutos, o Sport teve mais posse e pouco eficiência ofensiva, abusando dos erros de passes – alguns perigosos no próprio campo leonino – e ofereceu ao Ceará o cenário que queria: espaço e confiança para criar.
Na volta do intervalo, Márcio Goiano ajustou o time com Marlon no lugar de Clayson, buscando mais equilíbrio defensivo sem abrir mão da transição. E acabou sendo a substituição que mudou a cara do jogo para o Leão. Aos 5, Marlon sofreu pênalti que resultou no gol de Barletta. Com a vantagem, o Sport recuou e apostou no contra-ataque. Aos 25, Marlon voltou a ser decisivo com um lançamento preciso para Madson ampliar, de cabeça.
O Ceará esbarrou em um bloco defensivo mais sólido e com menos falha de passes. É certo que a vitória rubro-negra veio mais de lampejos individuais do que de um coletivo confiável, algo que precisa evoluir para sustentar ambições maiores na competição.
Desconexão fatal
A entrevista pós-jogo escancarou o abismo entre discurso e realidade para Claudinei Oliveira. Enquanto ele falava em evolução, o que se via em campo era um Santa Cruz apático, desorganizado e sem sinal de reação. Nem a pressão da arquibancada, historicamente um diferencial, foi capaz de alterar o estado de inércia do time. Quando o treinador perde a leitura do próprio trabalho, a queda deixa de ser surpresa e vira consequência. Detalhe: demissão virou anúncio nas redes, com direito a “colab” com o presidente. Mais do que comunicação, soou como disputa por protagonismo.
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Pressa que cobra resposta
A diretoria do Santa Cruz agiu rápido, num movimento que revela mais urgência do que convicção. A troca é uma tentativa de manter viva a ambição do acesso, mas expõe também o erro anterior na escolha e condução do projeto. Agora, não basta apenas contratar: é preciso acertar. O novo nome terá que devolver padrão de jogo, competitividade e, principalmente, um mínimo de identidade a um time que hoje não oferece nada disso.
Sensação que dava mais
Ficou a sensação de que dava para voltar com a vitória na bagagem. Ainda assim, o Náutico retorna ao Recife com um saldo positivo: quatro dos seis pontos conquistados longe de casa, desempenho que sustenta a caminhada. Agora, contra o América/MG, a exigência é clara: vencer para reacender o Caldeirão dos Aflitos e recuperar a força da casa. E um recado direto para Hélio dos Anjos: Victor Andrade é titular deste time, não como opção, mas como necessidade.