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Beto Lago: "Não é apenas a derrota, mas a forma como o Sport perdeu para o Fortaleza"

O que se viu no Castelão foi, sem exagero, a pior atuação do Sport na temporada

Por Beto Lago

Sport perdeu para o Fortaleza no Castelão

Como explicar?
O torcedor do Sport viveu uma daquelas noites que não cabem em justificativas formais. A derrota por 2x0 para o Fortaleza, com dois gols sofridos nos acréscimos, não tirou do Leão a melhor campanha da primeira fase da Copa do Nordeste, mas teve um efeito colateral devastador: eliminou o Retrô.

O que se viu no Castelão foi, sem exagero, a pior atuação do Sport na temporada. A decisão do time alternativo, com reservas e um banco com atletas da base, até pode ser debatida. O problema não foi a escolha. Foi a forma. No primeiro tempo, houve alguma posse de bola, mas sem agressividade. Na etapa final, o cenário degringolou: erros técnicos, falta de concentração e uma displicência que beirou o descompromisso. A expulsão de Yago Felipe foi o gatilho para o Fortaleza crescer. E conseguiu, com requintes de crueldade. Miritello, aos 48, abriu o placar. Vitinho, aos 52, sacramentou a vitória e a classificação cearense. Dois golpes tardios, mas construídos diante de um adversário apático, que aceitou o roteiro.

 

 

Para o técnico Márcio Goiano, foi a primeira derrota e uma derrota que exige explicações mais profundas do que a simples rotação de elenco. Porque não se trata apenas de perder. Trata-se de como se perde. Na Ilha do Retiro, o Retrô fez o que lhe cabia. Em um jogo duro contra o América-RN, venceu por 2x1. Fez sua parte, mas acabou eliminado por um detalhe que escapou ao seu controle e que foi decidido a quilômetros dali.

 

 

Homenagens no CT do Náutico
Na última reunião, o Conselho do Náutico aprovou, por unanimidade, duas homenagens importantes. O hotel do Centro de Treinamento Wilson Campos passará a se chamar Ricardo Valois, tributo ao ex-presidente. Já a Área de Preservação Ambiental do CT receberá o nome de Gustavo Krause. As propostas foram encaminhadas pelo ex-presidente André Campos.

Sessão solene para o futebol de salão
O Conselho também aprovou uma sessão solene, no dia 19 de maio, para celebrar os 50 anos do título brasileiro de futebol de salão de 1976. No jogo final, o Náutico venceu o Banespa por 1x0, com gol de Tochó, em Cuiabá. A conquista teve nomes como João de Deus, Fêo, Paulo, Mirinda e Helinho, sob o comando do técnico Ranulfo Guilherme, com preparação física de Elói dos Santos. À época, Gustavo Krause era o chefe da delegação alvirrubra.

Ambiente em xeque
As saídas de Balotelli e Israel ampliam as dúvidas sobre o ambiente no Santa Cruz. Os pedidos de saída foram motivados pelo atraso nos direitos de imagem? As propostas chegaram antes do jogo contra o Amazonas? E, se sim, qual foi a justificativa para utilizá-los na partida? E o que dizer da saída de Pedro Henriques, outro que não recebia seus salários já um bom tempo? Não adianta maquiar. O que se vê hoje desmonta qualquer narrativa de normalidade no clube.