Após gol na estreia, Perotti tenta se firmar como 9 do Sport em meio à pressão recente no ataque
Perotti assume a missão de balançar as redes em momento de reconstrução rubro-negra
Se vestir a camisa do Sport por si só já é de enorme responsabilidade, imagine ter o dever de marcar gols e ser referência no comando do ataque. Na última quarta-feira (1º), sob pressão e com um jogador a menos, a torcida viu um novo candidato aceitar o desafio. Pedro Perotti precisou de minutos para fazer o que o torcedor rubro-negro vinha sentindo falta: estar no lugar certo, na hora certa.
O novo camisa 9 do Leão, anunciado na última semana, saiu do banco e balançou as redes para buscar o empate em 1 a 1 contra o Vila Nova, pela 2ª rodada da Série B. Aos 33 minutos do segundo tempo, Felipinho acertou um cruzamento preciso, e Perotti subiu alto para testar firme e correr para o abraço.
Com a saída de Gustavo Coutinho por empréstimo e a lesão de Zé Roberto, que deve afastá-lo dos gramados por pelo menos um mês, Perotti passa a ser a principal opção na área. O contrato do atleta de 28 anos vai até o fim da Série B.
Neste ano, Coutinho foi às redes apenas três vezes e já deixou o clube, enquanto Zé Roberto só anotou um gol. Em 2025, Pablo terminou como artilheiro com nove gols, e o camisa 9, o uruguaio Colo Ramírez, sequer balançou as redes.
Os goleadores rubro-negros
Falar historicamente de centroavante no Sport é revisitar uma galeria de nomes marcantes. Jogadores como André, que em 2015 e 2017 somou 30 gols apenas pela Série A com a camisa rubro-negra, e o “Embaixador da Ilha”, Diego Souza, que, mesmo não sendo um camisa 9 de ofício, assumiu a responsabilidade com a lendária 87 nas costas e foi artilheiro do Brasileirão de 2016.
Outros nomes também deixaram suas marcas, como Neto Baiano, nas temporadas de 2013 e 2014, Mikael, último grande fruto da base na posição, e Hernane Brocador, com participações relevantes nas campanhas de Série A e Série B de 2019.
Se voltarmos ainda mais no tempo, aparecem a ascensão de Ciro, com 27 gols, Rodrigo Gral, em 2001, com 25 gols, e Hélio “Doido”, nos anos 90, que honrava o apelido com irreverência e gols. Contratado para acabar com a seca ofensiva, teve dificuldades no início, mas ganhou confiança ao longo da competição e foi decisivo para evitar o rebaixamento, tornando-se personagem marcante na história do clube.
A dificuldade recente em encontrar um camisa 9 que não seja apenas uma peça tática, mas um artilheiro de fato, testou a paciência do torcedor.
Um “déjà vu” com Vágner Love
Na última década, o Sport testou diversos nomes para a referência do ataque, mas apenas dois camisas 9 conseguiram balançar as redes logo na estreia. O destino parece repetir o roteiro.
Em 2022, Vágner Love chegou à Ilha vestindo a camisa 99 e marcou em sua estreia contra o Criciúma, pela Série B, empatando o jogo em 1 a 1 com um gol de cabeça após cruzamento. Em 2023, já com a 9 oficial, voltou a marcar na estreia do Campeonato Pernambucano, diante do Petrolina.
Perotti como opção na sequência da Série B
Após o empate com o Vila Nova, Pedro Perotti destacou a importância da recepção que teve no clube e como isso contribuiu para sua confiança dentro de campo.
“Estou muito feliz e motivado com este momento. Fui muito bem recebido por todos na minha chegada, o que eu fiz me sentir em casa e confiante para entrar e poder ajudar a equipe”, afirmou o jogador.
O Sport volta a campo no próximo sábado (4), às 20h30, para enfrentar o Londrina fora de casa, no Estádio VGD, em duelo válido pela terceira rodada da Série B do Brasileiro.
Artilheiros do Sport nos últimos dez anos:
- 2016: Diego Souza – 15 gols
- 2017: André – 27 gols
- 2018: Marlone e Anselmo – 7 gols
- 2019: Hernane – 23 gols
- 2020: Barcia, Elton, Hernane Brocador, Iago Maidana e Marquinhos – 7 gols
- 2021: Mikael – 15 gols
- 2022: Juba – 10 gols
- 2023: Vágner Love – 23 gols
- 2024: Gustavo Coutinho – 17 gols
- 2025: Pablo – 9 gols