Beto Lago: 'Último dia para fechar as contratações e qualificar os elencos'
A impressão é que ainda há mais dúvidas do que convicções, o que torna essa reta final mais decisiva
Fim da janela
O dia de hoje marca o fechamento da janela de transferências. Deveria encerrar um ciclo de correções, mas, depois, vamos viver um período de convivência com erros, acertos e omissões. Até a reabertura no meio do ano, não haverá margem. E, para os clubes do Recife, isso pesa de formas distintas. No Sport, a sensação é de correr atrás do prejuízo: o elenco tem lacunas evidentes, reforços que não entregaram e erros que passam também por Roger Silva. No Náutico, o momento é de definição, em roteiro semelhante ao rival, com a dúvida central: há recursos para qualificar o grupo? E a crise interna foi estancada? Mais do que contratar, falta identidade para o alvirrubro no campo. No Santa Cruz, o cenário é delicado e curioso: mesmo com salários atrasados e incertezas sobre a SAF, o clube foi mais ousado no mercado, algo raro nos últimos anos. Agora, precisa organizar a casa para sustentar esse movimento. Essa janela não é apenas sobre quem chega, mas o que cada clube entendi de si. A impressão é que ainda há mais dúvidas do que convicções, o que torna essa reta final mais decisiva e, possivelmente, determinante para o rumo da temporada.
Sem margem para montar
Independentemente de quem chegue ao Sport, o novo treinador terá que conviver com este elenco até a próxima janela, no meio do ano. Isso ajuda a explicar a demora: quem está empregado não abandona seu projeto; quem está livre chega sem tempo e sem margem para montar o próprio time.
Muito trabalho na Canarinha
Mesmo com o esforço para buscar o empate, a derrota da Seleção Brasileira sobre a França expõe mais problemas que soluções. O coletivo segue desorganizado e deve ser a maior preocupação para o técnico Carlo Ancelotti. Além disso, a equipe marca mal, tanto que em dois contra-ataques os franceses definiram a vitória. Caberá ao italiano encarar um trabalho muito mais duro do que o imaginado: dar forma a um conjunto hoje desconexo e transformar talento disperso em equipe competitiva de verdade para a Copa do Mundo.
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Arbitragens sofríveis
Nas primeiras fases da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste, a CBF insiste em escalar o que há de mais fraco na arbitragem nacional. A impressão é de que os jogos são laboratórios, com trios que parecem em fase de treinamento. O resultado é um nível técnico sofrível, decisões inseguras e erros que comprometem partidas.
Grande legado
Aloysio Queiroz Monteiro Filho foi um dos maiores dirigentes da história do Sport. Um apaixonado e incansável na dedicação aos esportes olímpicos, onde deixou um enorme legado para várias gerações. Fique com Deus, amigo Aloysio!