Beto Lago dispara sobre o Sport: "Foi tudo uma grande ilusão"
O Sport foi eliminado na quarta fase da Copa do Brasil para o Athletic-MG
Foi ilusão
Mais uma atuação pobre na Ilha do Retiro, desta vez, sem o álibi das penalidades. O Sport perdeu para o Athletic por 3x1 e dá adeus à Copa do Brasil. O primeiro tempo foi simplesmente tenebroso: um time que não evolui, não se encontra e parece cada vez mais distante de qualquer ideia de jogo consistente. Roger Silva voltou ao 4-2-4, insistindo em um modelo sem meia de criação, sustentado por “fórmulas mágicas” que só existem no papel. O gol sofrido aos três minutos escancarou o que viria: um Sport previsível, sem repertório ofensivo e extremamente frágil defensivamente. Na formação pensada, foi uma equipe confusa e sem identidade, reflexo direto do seu treinador. No segundo tempo, a teimosia prevaleceu: sem mudanças. Castilho até empatou aos 15, mas foi um lampejo. O Athletic não se perturbou e Ronaldo, em dois lances, decidiu o duelo, expondo a vulnerabilidade da defesa do Leão. A partir daí, o Sport desapareceu em campo. A eliminação é incontestável. Para um Athletic, rebaixado no Mineiro e que será adversário na Série B. As vaias na Ilha não foram apenas reação: foram diagnóstico. E a conta passa, inevitavelmente, por Roger Silva. A vitória sobre o Náutico? Uma grande ilusão, de quem acreditava que o treinador tinha acordado. Apenas mascarou problemas evidentes. A realidade voltou e foi dura.
Siga o canal do Esportes DP no Whatsapp e receba todas notícias do seu time na palma da mão.
Chefe da delegação
Pelo menos em um quesito, Pernambuco segue em “alta” no cenário da Seleção Brasileira: o de chefiar a delegação nos jogos. Em outubro de 2024, o então presidente do Sport, Yuri Romão, foi escolhido para comandar a delegação nos jogos das Eliminatórias, em São Paulo. Agora, é a vez de Evandro Carvalho repetir o roteiro nos amistosos da Canarinha nos Estados Unidos, no final de março.
Vitrine pessoal ou conquista coletiva?
Claro que é um modelo que privilegia articulações políticas e institucionais, mas o que se espera, de fato, são decisões que fortaleçam o nosso futebol nos bastidores. No fim, a pergunta é direta: esse tipo de “prestígio” entrega o quê ao futebol pernambucano? Porque, na prática, parece mais vitrine pessoal do que conquista coletiva.
Hora dos amistosos
Desde a mudança de gestão, com a saída da SAF e o retorno ao modelo associativo, o Santa Cruz acerta nas contratações. São nomes que, de fato, elevam o nível do elenco coral para a Série C. Agora, cabe ao técnico Claudinei Oliveira garantir ritmo: sem amistosos, o time corre o risco de estrear ainda em construção.
União das ligas
A união das duas ligas pode, sim, fortalecer os times e dar mais viabilidade financeira às competições. Mas isso só sai do discurso quando os próprios clubes deixarem as vaidades de lado e, de fato, quiserem construir algo em conjunto.