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Roger revela bastidores da preparação do Sport pelo título: "Tentei entrar na cabeça do Hélio"

Treinador rubro-negro revela que assistiu ao jogo do Náutico sete vezes na semana da final do Pernambucano

Por Gabriel Farias

Roger Silva, técnico do Sport

A conquista do Campeonato Pernambucano de 2026 pelo Sport passou por muito mais do que os 180 minutos entre Ilha do Retiro e Aflitos. Por trás do empate em 3 a 3 e vitória rubro-negra por 3 a 0 sobre o Náutico, resultado que garantiu o tetracampeonato estadual, houve uma preparação minuciosa comandada pelo técnico Roger Silva.

Em entrevista à Rádio Jornal, o treinador revelou detalhes do trabalho de análise que antecedeu a volta da final. Após o empate no primeiro jogo, Roger mergulhou nos estudos sobre o rival e chegou a assistir sete vezes à partida do adversário.

“Eu assisti ao jogo do Náutico sete vezes. Quando chegamos ao Espírito Santo, quase cometi um crime com a minha comissão: eram duas horas da manhã e eu ainda estava na mesa anotando pontos que achávamos chave para vencer o jogo”, contou.

A dedicação ocorreu mesmo durante a viagem da equipe para o duelo contra a Desportiva Ferroviária, pela Copa do Brasil, dias antes da decisão estadual. Segundo Roger, o objetivo era compreender profundamente o funcionamento do rival.

“A gente destrinchou o Náutico. Eu tentei entrar na cabeça do Hélio para entender o que ele estava pensando. Como ele chegou a essa excelência de jogo. Queria entender por que a bola chegava no Yuri Silva e por que o Vinícius atacava com tanta facilidade o espaço, por que a área dele estava sempre tão bem preenchida.”

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O JOGO DO TÍTULO

Dentro dos Aflitos, o planejamento se traduziu em uma postura agressiva do Sport desde o início da partida. Com marcação forte, intensidade e concentração tática, o time rubro-negro pressionou e não permitiu que o Náutico tivesse tranquilidade para construir o jogo.

Mais objetivo no começo da decisão, o Leão também soube aproveitar erros individuais e até mudanças inesperadas na escalação alvirrubra. Antes da bola rolar, a presença de Auremir como titular no lugar de Samuel no meio-campo pegou muitos torcedores de surpresa, mas não o treinador rubro-negro.

“Até as trocas a gente sabia. Quando vi o Auremir escalado, falei para o Zé Gabriel que ele poderia saltar antes nele. O Samuel é mais passador. Com o Auremir sem ritmo e há tempo sem jogar uma final, o Zé poderia pressionar mais rápido na bola, porque, na teoria, ele precisaria de dois ou três toques para construir melhor.”

O encaixe tático funcionou quase à perfeição. O Sport conseguiu controlar o jogo, vencer os duelos individuais e transformar o estudo prévio em vantagem dentro de campo.

“Conseguimos executar. Sei que não faz bem e não pode ser assim todas as vezes, mas para essa final podem ter certeza de que nosso modelo de jogo foi quase uma obsessão de estudo sobre o Náutico. Talvez nesses últimos sete dias eu tenha sabido mais do Náutico do que alguns que estavam lá”, disse, em tom descontraído.

Apesar do resultado expressivo e da análise detalhada que antecedeu a final, Roger reconheceu que o nível de intensidade na preparação foi extremo.

“Foi muito legal, mas não dá para viver nesse ritmo. Senão eu vou acabar ficando doente”, brincou o treinador.

No fim, o esforço valeu a pena. O Sport deixou os Aflitos com uma vitória convincente, a taça do Campeonato Pernambucano e a confirmação de que a preparação fora das quatro linhas também foi decisiva para a conquista rubro-negra.

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