Beto Lago: "Para Sport e Santa Cruz, Copa do Brasil virou teste de existência"
Leão da Ilha e Cobra Coral estreiam na Copa do Brasil nesta quinta-feira (05)
Seguir vivo
A Copa do Brasil não é só um torneio. Para Sport e Santa Cruz, o torneio virou um teste de existência. Mais do que visibilidade. Mais do que fôlego financeiro. É a chance de dizer ao torcedor que nosso futebol segue vivo. E isso não é pouca coisa. Nos últimos anos, rubro-negros e tricolores se acostumaram a viver de problemas e justificativas. Mas isso não pode virar muleta permanente. O vitimismo não ganha dividida. Não recompõe linha defensiva. Não faz time competitivo. E a Copa do Brasil, com sua lógica implacável de mata-mata, não permite discurso. Ela exige resposta. O Sport chega pressionado por oscilações que já deveriam ter sido superadas. É um clube que se acostumou a falar em elite, a lembrar campanhas de Série A, a reivindicar respeito nacional. Mas respeito não é herança, é construção contínua. Se quer voltar a ser visto como força regional precisa parar de alternar autoridade e apatia de um jogo para outro. E tem o lado que pesa na decisão de domingo. Se ganhar hoje, leva uma moral enorme para os Aflitos. Uma eliminação e o clima fica bem pesado. Já o Santa Cruz vive um drama mais profundo. A reconstrução é lenta e tem cicatrizes administrativas. Mas a camisa não encolheu. O que falta é transformar a resistência da arquibancada em competitividade no campo. A Copa do Brasil não resolve seus problemas estruturais, mas pode reacender algo essencial: a confiança. E confiança, no futebol, é capital simbólico. Não se trata de heroísmo. Não é sobre “superar tudo na raça”. É sobre organização, responsabilidade e ambição.
Siga o canal do Esportes DP no Whatsapp e receba todas notícias do seu time na palma da mão.
Voltar a ser protagonista
Ser protagonista regional não é apenas ganhar estadual. É competir nacionalmente com dignidade técnica. É entrar em campo em outras praças e não parecer visitante estrutural do próprio sonho. Para voltar a ser protagonista, não pode tratar a Copa do Brasil como prêmio de consolação ou fonte de receita eventual. Precisa encará-la como vitrine de caráter competitivo. Protagonismo não se pede. Se impõe.
Bichos pelo título
O movimento Sport Unido iniciou uma mobilização para arrecadar recursos com o objetivo de premiar o time na busca pelo título Estadual. A iniciativa ultrapassa os R$ 300 mil. Entre os apoiadores estão lideranças como Gustavo Dubeux, João Humberto Martorelli, Eduardo Monteiro, Branquinho, Gerson Lucena, Pedro Schwambach, Aluísio Dubeux, André Cavalcanti, Paulo Perez, Luciano Bivar, João Guilherme Studart e Edísio Pereira Neto. No Náutico, também existe uma mobilização com as lideranças para o bicho já definido entre diretoria e elenco.
Repetir o árbitro
Aproveitando o movimento do Náutico, que solicitou arbitragem de fora para a segunda partida da final, a FPF poderia repetir o nome de Marcelo de Lima Henrique. O árbitro teve atuação segura no primeiro jogo, foi discreto quando precisou ser e firme nos momentos decisivos. E saiu elogiado pelos dois lados, algo raro em clássico e ainda mais em final. Naturalmente, seria necessário consultar a Federação Cearense, onde integra o quadro local, e tem um decisivo Fortaleza x Ceará neste final de semana.
%MCEPASTEBIN%