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Emoção à flor da pele, arbitragem, segurança; veja pontos altos e baixos da 1ª final entre Sport e Náutico

Com alta carga de emoção, Sport e Náutico ficaram no empate por 3 a 3 no último domingo (1º), na Ilha do Retiro

Por Caio Antunes

Partida entre Sport x Náutico na Ilha do Retiro

Em clássico dos clássicos frenético, Sport e Náutico empataram por 3 a 3 na partida de ida da final do Campeonato Pernambucano, no último domingo (1º), na Ilha do Retiro. O Diario de Pernambuco traz os cinco principais aspectos positivos e negativos da primeira parte da grande decisão do Estadual 2026.

PONTOS POSITIVOS

1. Festa das duas torcidas na Ilha do Retiro

Após mais de um ano da proibição de duas torcidas nos clássicos em Pernambuco, os torcedores de Sport e Náutico puderam comparecer à Ilha do Retiro e apoiar os times na decisão. Antes mesmo da bola rolar, rubro-negros e alvirrubros já fizeram bonito e esgotaram todos os ingressos disponíveis para o clássico, resultando em um público de 24.605 pessoas presentes.

Na partida, as torcidas seguiram fazendo a sua parte, transformando a atmosfera do duelo em um verdadeiro espetáculo nas arquibancadas. Mandantes, os torcedores leoninos utilizaram mosaicos e garantiram grande festa na entrada do Sport em campo. Os torcedores do Timbu, em minoria, responderam e apoiaram a equipe nos 90 minutos de duelo, tentando se fazer ouvir em meio ao mar rubro-negro.

2. Esquema de segurança no entorno do estádio

Com o retorno das duas torcidas, a Polícia Militar de Pernambuco reforçou o policiamento preventivo no entorno da Ilha do Retiro. Apesar do registro de brigas longe do local da partida, as ações de segurança nas imediações do estádio foram consideradas eficazes para garantir a segurança dos torcedores dos dois clubes.

Com o grande receio após o fim da restrição de torcida única, os órgãos competentes conseguiram evitar novos episódios de violência de grande proporção em dias de clássicos no estado.

3. Alta dose de emoção

Dentro de campo, o duelo entre o Leão da Ilha e o Timbu contou com uma alta dose de emoção. Diferente de outros clássicos mais truncados e estudados, o jogo do último domingo foi aberto e recheado de reviravoltas.

Mesmo como visitante, o Náutico começou a partida como protagonista e chegou ao 1 a 0 com o artilheiro Paulo Sérgio, de pênalti. No apagar das luzes do primeiro tempo, Iury Castilho explodiu a Ilha do Retiro com o gol de empate leonino.

O clube alvirrubro não se abateu ao momento adverso e voltou à frente do placar com o gol contra do zagueiro Marcelo Benevenuto. Na força da camisa e no apoio do torcedor, o Sport conquistou uma improvável virada, com gols de Iury Castilho, de novo, e Yago Felipe. Ainda houve tempo para mais emoção: o zagueiro Wanderson, do Náutico, deixou tudo novamente em igualdade praticamente no último lance do jogo.

4. Decisão aberta para a volta

Com o frenético 3 a 3, Sport e Náutico chegarão para a partida de volta com boas possibilidades de serem campeões estaduais. O Timbu terá a vantagem de atuar diante do seu torcedor para tentar desbancar o rival. O clube leonino, por sua vez, tenta mostrar força como visitante para retomar vantagem no confronto.

No próximo domingo (8), às 18h, no estádio dos Aflitos, o Náutico tenta interromper a sequência do rival e conquistar o seu 25º título pernambucano. O Sport sonha com o tetracampeonato consecutivo e o seu 46º título estadual na história. Em caso de novo empate na casa alvirrubra, o título será decidido nos pênaltis.

5. Arbitragem discreta e com boa condução após falha no VAR

Para fechar os cinco principais aspectos positivos da primeira partida da decisão, a arbitragem do confronto foi um dos pontos altos. O experiente juiz Marcelo de Lima Henrique passou despercebido e deixou o clássico fluir no futebol jogado, o que rendeu elogios do técnico Guilherme dos Anjos. “Uma arbitragem que consegue não participar do jogo. E isso é fundamental para se ter um jogo rápido”, disse o treinador do Náutico.

Ainda durante o clássico, Marcelo de Lima Henrique precisou contornar uma situação de adversidade com a falha na comunicação com o VAR. Durante o problema técnico no segundo tempo de jogo, coube à 4ª árbitra, Gleika Leika Oliveira Pinheiro (Fifa-PA), confirmar os gols do Sport.

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PONTOS NEGATIVOS

1. Críticas ao técnico do Sport

Entre os principais protagonistas da decisão, o técnico Roger Silva foi um dos alvos de insatisfação do torcedor. O comandante rubro-negro recebeu críticas pela escolha da escalação inicial para o clássico, promovendo mudanças de posição no sistema ofensivo e abrindo mão de utilizar a joia Zé Lucas.

Questionado pela gestão do elenco, Roger Silva assumiu ainda mais a autoria pelo trabalho ao promover alterações importantes a cada jogo. Com substituições que surtiram efeito, o time leonino conseguiu alterar desempenho abaixo com bons momentos durante o clássico.

2. Erros defensivos e individuais no Sport

Ainda pelo lado rubro-negro da decisão, outro aspecto negativo foram os erros cometidos pelos jogadores mais defensivos do elenco. A dupla de zagueiros Ramon e Marcelo Benevenuto não inspirou confiança durante o duelo, participando ativamente do segundo gol alvirrubro.

Na jogada em questão, Ramon cometeu um erro de passe praticamente dentro da área, e a jogada foi concluída com o desvio contra o próprio gol de Benevenuto. No terceiro gol do Náutico, foi o volante Zé Gabriel quem acabou exposto após um passe displicente na origem da jogada.

3. Falta de efetividade do Náutico

Pelo lado alvirrubro, o desempenho da equipe no primeiro tempo foi digno de elogios, mas ficou marcado pela baixa efetividade. O Náutico apresentou alto volume ofensivo durante a primeira parte do jogo, mas esbarrou na falta de competência para transformar as chances em gols.

Em uma decisão com alto grau de competitividade, não traduzir no placar os momentos de superioridade pode fazer falta ao fim do confronto na disputa do título.

4. Saída de Paulo Sérgio em momento decisivo do jogo

Artilheiro do Náutico no ano e carrasco nos clássicos que disputa, o atacante Paulo Sérgio surpreendeu ao ser substituído precocemente. O camisa nove deixou sua marca durante o primeiro tempo e saiu de campo com apenas 13 minutos do segunda etapa.

Após o jogo, o treinador alvirrubro explicou que a escolha foi por opção técnica, preferindo a entrada de Samuel Otusanya naquele momento da partida. Fora de jogo, Paulo Sérgio acompanhou do banco de reservas o caráter frenético que a partida tomou.

5. Registro de confusões longe do palco do jogo

Episódios de violência fora de campo foram registrados nas redes sociais após a partida. Um dos incidentes ocorreu na Avenida Agamenon, no centro do Recife, onde torcedores de uma organizada do Náutico atacaram um ônibus com torcedores do Sport.

Outro confronto foi registrado na cidade de Paudalho, a cerca de 30 km do estádio. As imagens mostram integrantes de organizadas trocando socos, chutes e pontapés, com um homem chegando a desmaiar após as agressões.